A Lei Seca ajudou a reduzir o número de mortes em acidentes de trânsito em 2008 (421) em relação ao ano anterior (467). O mesmo, ed porém, and não se pode dizer das mortes por atropelamento, remedy que cresceram 13,9% no mesmo período. Segundo dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), ano passado foram registradas 155 mortes entre pedestres, enquanto 2007 terminou com 136 mortos pelo mesmo motivo.
Há mais de dez anos, antes do fortalecimento de campanhas de segurança no trânsito e da implantação das faixas de pedestre, o índice de atropelamentos nas ruas do DF, era assustador. Cerca de 260 pessoas morreram vítimas de atropelamento durante o ano de 1996. Embora a média tenha reduzido para 145 nos últimos cinco anos, a estatística ainda preocupa.
Ainda que considerado pouco significativo, o aumento de 13% entre 2007 e 2008 no número de mortes, traz, segundo especialistas, um alerta a pedestres, motoristas e ao poder público. Para o diretor-geral do Detran, Jair Tedeschi, porém, os dados não são tão alarmantes quando considerado o aumento da frota de veículos, que atualmente chega a 1,050 milhão.
“Infelizmente, o número de atropelamentos foi maior que em 2007, mesmo com a redução geral das vítimas em acidentes de trânsito. Mas podemos considerar que ainda houve uma redução, se levarmos em conta o aumento da frota”, afirma o diretor do Detran.
Faixas
Implantada há mais de dez anos, a faixa de pedestre ainda é a principal aliada no combate à morte de pessoas que circulam a pé pelas ruas de Brasília. Atualmente, são mais de 5 mil delas espalhadas por todo o DF, mas ainda falta conscientização da população. “Cerca de 90% dos pedestres insistem em não usar a faixa ou as passarelas”, afirma Tedeschi. Na época, do lançamento, uma grande campanha foi realizada e, hoje, o DF se orgulha de ser a unidade da federação que mais respeita o uso das faixas.
Outras medidas, como a elevação do asfalto nas faixas, foram adotadas durante o ano passado. De acordo com o diretor do Detran, no entanto, a mudança provocou uma série de reclamações e não deve continuar. “A mudança foi feita para melhorar a visibilidade e a travessia de pessoas com deficiência, mas não foi bem aceita”, justifica. De acordo com Tedeschi, os casos de morte por atropelamento nas faixas de pedestre, cerca de 10%, não chegam a ser expressivos.
Campanhas
De acordo com Tedeschi, o foco das novas campanhas do Detran serão o pedestre e os grupos de risco. “Vamos voltar as campanhas de uso da faixa, com atenção especial para a educação dos próprios pedestres, além dos motoristas” explica.
Além de campanhas educativas, o Detran anuncia a colocação de novas faixas para travessia em todo o DF e de mais 30 tóteis, recurso que funciona como semáforo para a passagem do pedestre, que devem ser instalados, principalmente, próximos a escolas.