Da Redação
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Em toda a rede pública de saúde do Distrito Federal há 194 fisiotepautas, divididos em atendimentos a pacientes internados e ambulatório (marcação de consultas). Número bem abaixo do necessário para atender toda a população, com mais de 2,6 milhões de pessoas. Ainda assim, nem todos os aprovados para a especialidade, no último concurso público da Secretaria de Saúde, foram chamados.
O edital de seleção de profissionais foi publicado em novembro de 2008 e previa 50 vagas. Foram aprovados 942 fisioterapeutas, mas somente os 50 foram convocados. “Precisamos de pelo menos mais 250 profissionais para prestar o atendimento devido à população”, declara a coordenadora de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Secretaria de Saúde, Kaatalini Costa. “Um dos maiores deficits de pessoal é para atender a crianças com neuropatias, pois a prioridade é para os pacientes internados”, acrescenta.
Os hospitais regionais de Sobradinho, Paranoá, Asa Norte, Guará, Taguatinga, Unidade Mista (também em Taguatinga), Gama e Santa Maria são os únicos a marcar consultas de fisioterapia. A Unidade Mista, conhecida como Policlínica, atende moradores das regiões próximas a Taguatinga, como Ceilândia, Riacho Fundo, Recanto das Emas e Samambaia, já que o Hospital de Taguatinga dá prioridade a casos pós cirúrgicos. Para conseguir consulta, é preciso deixar o nome numa lista de espera.
Ana Jesuína, 75 anos, precisou aguardar mais de dois meses para conseguir atendimento na Unidade. “É muito difícil, tem muita gente esperando. Coloquei meu nome na lista em abril e só consegui marcar a consulta em junho”, afirma a paciente, que sofre de artrose, doença que prejudica as articulações. Francisca de Souza, 65 anos, teve que esperar ainda mais. “Estava na lista desde fevereiro, minha primeira consulta foi em julho”. Esse é a segunda vez que a dona de casa foi encaminhada por um médico do Hospital de Base para fisioterapia. Na primeira, no ano passado, ela teve que pagar o tratamento em hospital particular.
Gama
No Hospital Regional do Gama, a situação não e diferente. Adailton Nogueira, 22 anos e morador do Riacho Fundo, quebrou o pulso em março. Procurou a Policlínica para marcar fisioterapia, mas foi aconselhado a dirigir-se ao Hospital Regional do Gama. “Consegui consulta para mais de 40 dias depois da primeira vez em que fui. O ortopedista tinha receitado dez sessões de fisioterapia, mas demorou tanto que meu pulso melhorou e a fisioterapeuta marcou só três”.
Para o presidente do Sindicato de Fisioterapeutas do DF (Sindifisio-DF), Bruno Metre, a população sequer é informada sobre a função do fisioterapeuta. “Deveria haver fisioterapeutas em todos os hospitais e postos de saúde, para prevenção, como orientações posturais, e tratamento dos que ja estão doentes, como pacientes como Lesão do Esforço Repetitivo”. De acordo com ele, o Hospital de Sobradinho tem equipamentos de Reeducação Postural Global (RPG) porque o Sindifisio-DF doou.
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