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Brasília

Número de domésticas vem caindo no DF

Arquivo Geral

25/04/2013 7h25

Os índices não se alteraram na primeira Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), após as mudanças nas leis que regem a carreira de empregados domésticos. 

 

De acordo com o estudo, se comparados os meses de fevereiro e março deste ano não houve oscilação nos dados. Já na comparação com o mesmo período do ano passado o crescimento de vagas ocupadas no setor  chega a 6,2%. O número ainda não reflete a dimensão das mudanças na legislação, mas a Codeplan alerta que postos ocupados vêm caindo nos últimos anos.

 

Segundo o consultor e professor de Administração da Universidade de Brasília (UnB) Jorge Pinho, os efeitos da nova legislação só serão sentidos nos próximos meses. “É cedo para que apareçam os efeitos sobre os empregos. No setor de domésticos demorarão de dois a três meses para serem sentidos pelas pesquisas.”

 

Impactos

 

Em março de 2012, eram estimadas 81 mil vagas preenchidas, contra 86 mil no atual cenário. O presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, concorda que os impactos não puderam ser percebidos e alerta que entre 2006 e 2013 a queda no número de postos no setor foi de quase 20 mil vagas. “Em 2006, o DF tinha 104 mil empregados domésticos. Hoje, são 86 mil, num período em que quase todas as outras áreas cresceram o número de vagas”, diz. 

 

Segundo ele, a queda nos valores está atrelada aos aumentos dados ao trabalhador que recebem só um salário mínimo. “Em 2006, o salário era baixo. Com o aumento ficou pesado para o empregador. Se o crescimento do número médio de empregos gerados tivesse acompanhado as demais carreiras, hoje o DF teria cerca de 140 mil empregados domésticos”, conclui.

 

Acordo na base do diálogo

 

A empregada doméstica Thaís de Souza, 35 anos, está na função há 1 ano e 3 meses. Ela conta que desde o início da divulgação da mudança na lei, colegas de profissão têm sido demitidas, porque seus patrões não possuem condições de mantê-las nos cargos. 

 

“Desde essa mudança pelo menos cinco ou seis colegas minhas foram demitidas. No meu caso, meus patrões conversaram comigo e tudo ficou devidamente acertado, incluindo as horas extras”, conta.

 

Em relação ao mês anterior, a Pesquisa de Emprego e Desemprego de março apresentou um crescimento no índice de desemprego de 12,8% da população para 13,3%, em números totais. O que representa 192 mil desempregados, 6 mil a mais que fevereiro.

 

“Essa diferença no número de empregados e desempregados já era previsível, já que o País vive um momento de queda econômica”, afirma Jorge Pinho.

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