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Brasília

Número de antenas não acompanha crescimento de usuários: no DF, são 4,7 mil linhas por estação

Arquivo Geral

08/08/2012 7h05

Leandro Cipriano,
com agências
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

É inegável a expansão da telefonia celular nos últimos anos. Contudo, especialistas concordam que o investimento das operadoras em recursos para aprimorar as tecnologias da telecomunicação não acompanharam o crescimento da quantidade de usuários, o que gera vários problemas nos serviços. Para se ter uma ideia, no País há uma média de 4.620 linhas para cada antena de celular – muito acima de locais como Estados Unidos e Japão, onde a qualidade do serviço é considerada excelente e não passa de mil clientes para cada uma. No Distrito Federal, essa média já ultrapassou até mesmo a nacional, com 4.715 usuários por antena.

Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com a entidade, o último levantamento, referente a junho deste ano, apontou no DF um total de 5.979.700 linhas por operadoras, mas apenas 1.260 Estações Rádio Bases (ERBs) – ou antenas de celular – para atender a população. Aliada a fatores como a baixa taxa de frequência e o aumento crescente do tráfego de dados (internet) na última década, a quantidade reduzida de torres tem contribuído para a queda da qualidade dos serviços telefônicos .

Segundo o doutor em Ciências da Comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB), Alexandre Kieling, a falta de investimento das operadoras, somada à fiscalização “branda” da Anatel, resultou no quadro deficitário do atendimento. “Há uma desproporção entre o que as operadoras arrecadam e o que investem, e a agência (Anatel) tem sido bastante ‘compreensiva’ com o seguimento de telefonia, que é o que mais arrecada no País”, apontou.

 

Suspensão

Kieling lembrou que a Anatel somente suspendeu a venda dos chips da TIM, Claro e Oi em 18 de julho porque o Tribunal de Contas da União (TCU), há cinco anos, exigia da agência melhorias na qualidade dos serviços, sendo a Anatel passível de pagar uma multa caso não cumprisse a determinação. No DF, a única a ser suspensa   foi a TIM.

 

“Agora, já está entrando no mercado a tecnologia 4G. Isso vai exigir um maior número de antenas para alimentar o sistema. No DF, apesar de ser uma área plana, não funciona como deveria porque não tem um sistema de realimentação adequado. A 4G está chegando para substituir a 3G e não foi resolvido tudo. Todavia, não se gera infraestrutura para ter plenitude na tecnologia. As empresas estão mais focadas em ampliar a arrecadação”, disparou Alexandre.

 

Atualmente, a Vivo é a empresa com o maior número de usuários no País, chegando a 29,56% do total.

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