Da Redação
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Orgulho do brasiliense, o Lago Paranoá – palco de competições aquáticas, de lazer e turismo– é lembrado por aqueles que procuram quebrar a rotina diária. seja desfrutando o dia a suas margens, praticando esportes ou mesmo em posturas meramente contemplativas, como o simples admirar o pôr do sol.
Toda esta beleza está prestes a ser dividida entre mais pessoas e melhor aproveitada para gerar mais renda e empregos. O Plano de Gerenciamento da Segurança do Uso e da Ocupação do Lago Paranoá vai, entre outras alterações, regularizar o uso daquele espaço para a prática de esportes e utilizar o monitoramento em vídeo para levar segurança aos principais pontos.
Além disso, em todo Paranoá, serão também construídas 13 marinas públicas e seus terminais estarão integrados com o transporte terrestre.
O Plano de Gerenciamento da Segurança do Uso e da Ocupação do Lago Paranoá foi criado há dois anos e tem como outras finalidades, dar suporte e criar pontos de infraestrutura para turistas e banhistas. A grande aposta é a criação de pelotões lacustres – postos policiais beira lago – para garantir segurança aos banhistas e usuários.
A atual lei de utilização do lago instituiu a Política de Recursos Hídricos, e criou o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos do DF. A legislação é clara e determinante quanto à obrigatoriedade da gestão dos recursos hídricos ser descentralizada e contar com a participação do poder público, usuários e comunidades além de proporcionar o uso múltiplo das águas.
Áreas de restrição
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá se reuniu ontem com órgãos gestores de recursos hídricos do DF e usuários do Lago Paranoá, para debater as áreas de restrição de uso do lago.
Para o professor da UnB e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá, Paulo Salles, o nivelamento das informações apresentadas durante o debate é essencial para traçar as medidas e entrar em acordo comum quanto às medidas a serem adotadas para o lago.
“É preciso criar um zoneamento que defina qual uso pode ser feito em determinada área. Diante desse pressuposto, e da extensão do lago, é possível projetar que todos os recursos possam ser utilizados em total harmonia, de forma setoriada e sem gerar conflitos”, explica o professor.