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Novo aumento do preço da gasolina atinge motoristas brasilienses

O reajuste de 7,2% do preço do combustível entrará em vigor a partir deste sábado (9). No final desta sexta-feira, motoristas fizeram filas nos postos de abastecimento para escapar dos preços

Foto: Tereza Neuberger/Jornal de Brasília

Gabriel de Sousa
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Diante do novo reajuste de preços dos combustíveis anunciado pela Petrobras nesta sexta-feira (8), os motoristas brasilienses procuraram formas de economizar o quanto possível com a gasolina, indo aos postos de abastecimento da capital federal antes da adoção do novo aumento. A mudança de 7,2% entrará em vigor neste sábado (9) em todo o território nacional.

O preço médio da gasolina nas refinarias, que antes era de R$ 2,78, passará a ser de R$ 2,98 por litro. O reajuste de vinte centavos fará uma grande diferença nas economias do motorista de aplicativo Anderson da Silva, que abastece R$ 150 reais diários para trabalhar ao longo das noites da capital. De acordo com Anderson, a situação atual dos preços dos combustíveis, faz com que a rotina de trabalho tenha que aumentar. “Se o cara trabalha só duas horas, o lucro dele nem paga a gasolina que ele gasta correndo”, explica.

Segundo o motorista, o aplicativo em que é funcionário, não realizará um reajuste de tarifas junto com o aumento do preço dos combustíveis, tornando os ganhos diários cada vez mais diminutos. “A última vez que mudaram os preços para compensar o aumento da gasolina foi no mês passado, depois de muito tempo. Mas agora, a gasolina aumenta mais a cada semana, e até ter um novo ajuste, a gente vai sair prejudicado”, observa.

Morador do Gama, Anderson afirma que ultimamente, prefere não realizar viagens longas com o seu carro, já que o preço que recebe do aplicativo não compensa para o seu bolso, devido aos gastos com a gasolina. Ao mesmo tempo, viagens mais curtas também não colaboraram com os seus ganhos, tendo em vista que às vezes, segundo ele, o preço final da viagem chega a ser menor que o equivalente aos gastos com o combustível.

Perguntado sobre como será a sua nova rotina com o novo aumento dos preços, o motorista reflete: “Tem que fazer pra sobreviver, não tem jeito.”

O reajuste dos preços dos combustíveis atingirá também aqueles que usam o automóvel para realizar viagens únicas, como ir ao trabalho. É a situação vivida pelo farmacêutico Eduardo Henrique, morador da Ceilândia que trabalha em uma rede de drogarias localizada na Asa Sul. Segundo ele, os gastos semanais com o seu carro, um Wolkswagen Gol 1.0, chega a ser de R$ 120 semanais.

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Eduardo diz que o aumento de preços faz com que o seu carro fique parado ao longo da semana, saindo da garagem apenas aos sábados e domingos, quando a frota de ônibus é diminuta, a fim de economizar mais combustível: “Vale muito mais a pena andar de ônibus, a passagem é só R$ 5,50.”

O farmacêutico afirma que prefere abastecer o seu carro perto da sua residência em Ceilândia, e não na Asa Sul, onde trabalha, devido a diferença de preços nos postos de combustível das duas cidades. “Em Ceilândia, você encontra por R$ 6,20 [o litro da gasolina], e aqui na Asa Sul você encontra por R$ 6,80. Mas às vezes, na hora do aperto a gente abastece aqui mesmo”, afirma.

Brasilienses correm para os postos no último dia antes do aumento

Após o novo reajuste de preços ser anunciado pela Petrobras nesta sexta-feira (8), filas se formaram nos postos de combustíveis do Distrito Federal. Os motoristas tentavam aproveitar os valores antigos antes do aumento de R$ 0,20 do litro da gasolina nas refinarias brasileiras entrar em vigor neste sábado (9).

No final da tarde, em um posto da 509 Sul, onde o preço da gasolina comum estava em R$ 6,39, uma fila de carros se formou para serem abastecidos. Já na noite desta sexta-feira (8), nas proximidades do Balão do Colorado, um posto de gasolina que estava vendendo o litro do produto por R$ 6,52, tinha filas triplas de automóveis esperando o atendimento pelos frentistas.

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