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Brasília

Novo aparelho acelera e qualifica a classificação de risco no Hospital de Base

Arquivo Geral

19/03/2013 11h30

O Hospital de Base do Distrito Federal (HB/DF) começou a utilizar, nesta segunda-feira (18), um novo aparelho para classificação de risco, denominado Trius. A tecnologia torna o procedimento mais rápido – passando de 12 minutos para, no máximo, três – , além de evitar erros de registro. Todos os aparelhos de aferição dos parâmetros vitais são acoplados à máquina, que envia os dados para o sistema de prontuário eletrônico da Secretaria de Saúde (SES/DF).

 

De acordo com a coordenadora da Política Nacional de Humanização, Simone Barcelos, o Hospital de Base será o primeiro a utilizar o novo aparelho, posteriormente, a tecnologia será usada em outras unidades. “Em junho, pelo menos 70% dos pontos de urgências e emergências do DF já estarão utilizando o novo aparelho”, ressalta. A coordenadora explica que é necessário para capacitar e treinar os profissionais antes da efetivação.

 

A classificação de risco tem como objetivo avaliar a situação de gravidade do paciente e, a partir dessas informações, definir a prioridade do atendimento. Segundo Simone, “essa avaliação deve ser rápida para que os pacientes mais graves sejam atendidos com maior rapidez”. Ela ainda esclarece que a classificação é o primeiro contato entre o paciente e o profissional de Saúde e não é um diagnóstico médico.

 

A técnica de enfermagem Fátima Villaça, que trabalha no acolhimento do Hospital de Base, simulou um atendimento em janeiro, antes de passar a utilizar efetivamente o novo aparelho, com a queixa de dor persistente na perna e foi avaliada em um minuto e 22 segundos. “Está aprovadíssimo. É muito mais rápido e eficiente”, destacou.

 

O novo aparelho contém um oximetro de pulso, que afere a saturação de oxigênio e a frequência cardíaca de forma simultânea; um glicosímetro, que mede a glicemia capilar; um termômetro timpânico (colocado no ouvido), que obtém a temperatura corporal em apenas três segundos, e um aparelho de pressão arterial. Além disso, a tecnologia possui tela touch screen e impressora integrada.

 

De acordo com a analista clínica da empresa que desenvolveu o aparelho, a enfermeira Michelle Ferreira, a máquina também possui leitor biométrico e registra quem realizou a classificação, o tempo e a avaliação diretamente no sistema de prontuário eletrônico.

 

Outro benefício ressaltado pela coordenadora Simone é quanto ao acesso de dados do sistema de prontuário eletrônico. “Vai melhorar muito a disponibilização de informações, como indicadores e relatórios, para os gestores. Esses dados vão auxiliar nas tomadas de decisões”, conclui.

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