O Hospital Universitário de Brasília (HUB) ampliou a capacidade de realização de transplantes renais. Com a abertura de um novo ambulatório, more about o hospital passou a fazer esse tipo de cirurgia a partir de doadores mortos. A previsão é que sejam realizados de seis a dez procedimentos neste ano. Só em fevereiro, dois pacientes já receberam o órgão de doador cadáver.
A equipe médica também foi ampliada com três profissionais cedidos pela Secretaria de Saúde do DF, um nefrologista e dois urologistas. Essa melhoria possibilitará o aumento do número de transplantes renais entre pessoas vivas. “Nosso recorde foi 14 operações em 2007. Para 2009, estimamos cerca de 24 cirurgias”, afirma o nefrologista-chefe do Centro de Transplantes do HUB, Giuseppe Cesare Gatto.
O Hospital Universitário começou a fazer transplantes renais em 2006. “Começamos com o doador vivo, pois é uma cirurgia mais fácil de organizar. Temos dia e hora marcados”, explica Gatto. Até a inauguração do novo ambulatório, o HUB só fazia transplante com doadores mortos quando o Hospital de Base não suportava a demanda. Em 2008, foram realizadas duas operações desse tipo na instituição.
VIDA NOVA – A dona de casa Cleonice Cangirana foi uma das duas transplantadas que recebeu rins de doador cadáver em fevereiro de 2009. Ela, que já estava na lista de espera pelo órgão há nove anos, agora está feliz com a nova vida. “Eu sonhava com essa cirurgia. Minha vida estava muito difícil. Eu passava muito mal com a hemodiálise e não podia trabalhar”, conta a dona de casa.
A maior dificuldade para realizar um transplante renal, em ambos os procedimentos, ainda é encontrar um doador. “É importante que todo mundo expresse o desejo de doar. Assim, fica mais fácil a família optar por esse caminho também”, diz Gatto. Muitas famílias tem preconceito em permitir a retirada dos órgãos de seus parentes.
Situação que não ocorreu com o paciente Fábio Jorge Santana. Após quatro anos de hemodiálise, Santana vai receber o órgão do irmão gêmeo no dia 18 de março. “Ele que tomou a iniciativa e procurou os médicos para fazer a cirurgia”, conta. O paciente acredita que, depois da operação, vai voltar a ter uma vida normal.
O hospital também está investindo em aumento tecnológico, conforme explica Gatto. “A nova gestão está focada nos procedimentos de alta complexidade. Já estamos fazendo avaliações de investimentos para laboratórios que trarão avanços para os transplantes”, afirma.