Isa Stacciarini
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A Polícia Militar ainda não sabe se vai aprovar o uso das novas tecnologias que estava testando. As 14 câmeras acopladas aos óculos e bonés dos policiais submetidas à avaliação desde o fim de novembro foram devolvidas à empresa responsável. O mesmo aconteceu com os dois veículos elétricos, popularmente chamados de patinetes, que ficaram em testes no Batalhão de Polícia Militar na região de Taguatinga.
Os equipamentos que à época apresentaram resultados satisfatórios para a PMDF estavam sendo testados por propiciar uma maior ostensividade às ações policiais. A polícia se mostrou interessada na aquisição das câmeras, mas os patinetes poderão ser trocados por aparelhos mais acessíveis.
Custos
Os aparelhos que registravam imagens do atendimento às ocorrências foram utilizados por militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) e pelo efetivo do Batalhão de Trânsito do DF (BPTran). Cada um deles tem custo aproximado de US$ 1 mil dólares, cerca de R$ 2 mil.
Apenas na Rotam, que opera com um efetivo de 234 oficiais, se um a cada três policiais fizessem uso da câmera, o valor da aquisição giraria em torno dos R$ 156 mil.
O recurso é quase quatros vezes menor se comparado ao que foi destinado para todo ano de 2013 com gastos de material de consumo para a modernização e reequipamentos das unidades de segurança pública de policiamento ostensivo da PMDF, por meio de convênios com órgãos do GDF, que representa um total de R$ 571,5 mil.
Já os patinetes, variam de R$ 15 mil a R$ 18 mil a unidade. Se para cada dupla de policiais das 31 regiões administrativas fossem utilizados dois veículos motorizados (a região de Brasília foi desmembrada em Asa Sul e Norte), como foi o caso do teste no batalhão de Taguatinga, o valor total da aquisição ficaria em torno de R$ 930 mil.
O comandante geral da PMDF, coronel Suamy Santana, explica que os equipamentos estavam apenas em fase de teste por um tempo determinado pela empresa que cede os aparelhos apenas para avaliação. Após o cumprimento do prazo, as câmeras e os patinetes tiveram de ser devolvidos. “A equipe testa os equipamentos elabora uma avaliação. A partir desse estudo, o relatório, então, é apresentado para o órgão máximo para definição”, esclarece.