No Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) 550 mulheres já passaram pela laqueadura histeroscópica, elas estavam em uma fila de espera que era de 1200 e até sábado (09) outras 200 receberão o microimplante. “Estamos com ótimas perspectivas para este conjunto de ações. Com o esforço concentrado, a meta é zerar a fila ao longo dos próximos meses”, afirma o Dr. Adriano Bueno Tavares, Coordenador de Ginecologia e Obstetrícia da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.
Tais iniciativas sinalizam boas expectativas às mulheres que não têm recursos para o procedimento na rede particular e procuram alternativas para não engravidarem mais, realizando um procedimento ambulatorial. As interessadas devem aderir ao Programa de Planejamento Familiar.
As pacientes com critérios aprovados para realização de laqueadura convencional se candidataram a realizar o procedimento utilizando o novo dispositivo. Elas receberam orientação sobre os métodos disponíveis para contracepção definitiva e optaram pelo Essure, uma inovadora alternativa à contracepção definitiva que apresenta eficácia de 99,8%.
“Trata-se de um método que não exige internação e, portanto, reduz riscos às pacientes. Além disso, proporciona a liberação de leitos hospitalares ou centros cirúrgicos para outros procedimentos. O que é uma grande vantagem, já que a demanda cirúrgica é muito grande e as vagas são cada vez mais concorridas”, afirma o médico.
Considerado como primeira opção entre as mulheres europeias e norte-americanas, o método aprovado pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária começa a ser mais conhecido no Brasil por sua eficácia e praticidade, pois não oferece os riscos de uma cirurgia de laqueadura.
Essure é um dispositivo que consiste em um microimplante macio e flexível, de apenas quatro centímetros, em titânio e níquel (materiais que apresentam excelente compatibilidade com o organismo) que, introduzido pela vagina através de um equipamento extremamente fino (Histeroscópio), é colocado em cada uma das tubas uterinas, sem cortes (e por isso não necessita anestesia), sem liberação de hormônios, sem internação e sem a necessidade de afastamento das atividades diárias.
Nas semanas que se seguem ao procedimento, o corpo e os microimplantes trabalham juntos para formar uma barreira natural que impede o espermatozoide de alcançar o óvulo. Por esse motivo, durante os três primeiros meses, a paciente deve continuar a usar outra forma de contracepção. Após este período, é realizada uma radiografia simples da pelve e, confirmada a oclusão, não é mais necessário o uso de outro método contraceptivo.
O Essure também é especialmente indicado para mulheres que apresentam efeitos adversos a outros métodos contraceptivos e que não desejam mais ter filhos. É uma excelente opção para as mulheres que apresentam alguma patologia que aumente os riscos cirúrgicos como, por exemplo, hipertensão, cardiopatia, diabetes, obesidade, entre outras.
Mais informações sobre o método em www.essure.com.br.