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Brasília

Nova sede da Câmara terá obras dos artistas locais, promete Leonardo Prudente

Arquivo Geral

16/03/2009 0h00

Os artesãos e artistas plásticos que compareceram nesta segunda-feira (16) à Câmara Legislativa, visit this a fim de participarem da audiência pública para debater a atividade da categoria, recipe ouviram do deputado Leonardo Prudente (DEM), que presidiu os trabalhos, a promessa de que a nova sede da Casa será inteiramente decorada com obras produzidas por eles. O deputado comprometeu-se, também, a reservar espaço para a exposição de obras realizadas pelos artesãos locais.


Autor da iniciativa do debate com os artesãos, especialmente aqueles que trabalham na Torre de Televisão – ameaçados de serem removidos do local, Leonardo Prudente manteve a nova ordem dos trabalhos que vem adotando nas audiências públicas: dar a palavra, em primeiro lugar, aos próprios artesãos e ao final às autoridades presentes.


O presidente da Casa reconheceu que as pressões para a remoção da Feira da Torre têm sido grandes, informando, inclusive, ter ouvido por duas vezes cobranças a respeito do presidente Lula, dirigidas ao governador Arruda, mas manifestou sua posição de que essa é uma questão que não pode ficar restrita ao governo, mas deve ser debatida com os principais interessados.


Leonardo Prudente também colocou-se favorável à solução do impasse criado com a inclusão de muitos artesãos no Simples Candango, onerando a categoria. O assessor especial da Secretaria de Fazenda, Jorge Ernani Marinho Santos, explicou que os dados do cadastramento foram fornecidos pelos próprios interessados, mas dispôs-se a reunir com representantes da categoria para buscar soluções adequadas.


Diversos oradores sucederam-se no microfone de apartes, reclamando contra o abandono do local, a falta de fiscalização e a referência histórica à própria feira. O mais contundente deles foi Alex Moraes, vice-presidente da Associação dos Artesãos, Artistas Plásticos e Manipuladores de Alimentos da Feira da Torre (AFTTV), que foi incisivo ao anunciar que a feira, que é um patrimônio imaterial de Brasília, está agonizando.


Nesse mesmo sentido foi a intervenção do presidente da entidade, Nicanor de Faria Ansejo, e do presidente da Federação das Associações de Artesãos do DF e Entorno, Adivan Antonio Enéias, unidos na idéia de que é preciso resguardar os mais de quarenta anos de história da feira. 


Em meio às discussões, chegou o secretário do Trabalho, Bispo Rodovalho, que embora esclarecendo que a decisão a respeito da feira não fosse afeta a ele, mas sim à Secretaria de Governo e à BrasíliaTur, apoia a permanência dos artesãos no local onde historicamente se estabeleceram. Também convidou os presentes para debaterem a questão na próxima quinta-feira (19), no Hotel Nacional, e defendeu a criação de uma Política de Artesanato, entre outras medidas de valorização da categoria.


A gerente de Regionalização da BrasiliaTur, Cristina Malheiros Henriques, reconheceu que o abandono da feira e a falta de fiscalização das atividades dos feirantes poderiam ser melhoradas com a mudança do local, mas recuou ante os firmes protestos dos presentes, que lotaram o plenário e a galeria. Cristina concluiu pela necessidade de realizar uma nova audiência para que todos pudessem construir, juntos, um projeto de mudanças.


O deputado Brunelli (DEM) também compareceu à audiência pública e manifestou apoio à categoria.


 

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