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Brasília

Nova mancha de óleo surge no Lago Paranoá

Arquivo Geral

18/01/2014 8h21

Pela terceira vez, o Lago Paranoá está sofrendo com manchas de óleo. Pelo menos três pontos de fontes de derramamento desembocaram nas margens do espelho d’água entre o Iate Clube e o Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília. A situação mobilizou instituições ambientais do Distrito Federal, que se articularam para conter o produto oleoso nas águas. A extensão da mancha é de cerca de 100 metros de largura e cinco metros de comprimento. 

As galerias ficam na parte norte de Brasília, localizadas a aproximadamente 25 metros de distância de uma outra rede pluvial que despejou, em outubro do ano passado, outra mancha de óleo no lago. Na época, a mancha atingiu 190 metros quadrados de profundidade e, depois de muitas acusações entre poder público e empresa privada, foi constatado que o produto veio de uma caldeira do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O custo para a limpeza do vazamento ficou na casa dos R$ 2,1 milhões.

Investigação

Dessa vez, ainda não se sabe de onde veio a substância.  O Corpo de Bombeiros teve conhecimento do derramamento do produto às 11h20  de ontem. Duas horas depois, a mancha já estava contida. Ainda não foi confirmado se o produto, de fato, é óleo derivado de petróleo. Equipes da Caesb e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) colheram o material e encaminharam para laboratórios da Universidade de Brasília (UnB).

O chefe de comunicação do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fábio Ribeiro, explica que equipes de operação fizeram três sobrevoos para descobrir se havia outros vazamentos. Três barreiras de contenção foram formadas para que a mancha não se alastrasse. “Foram formadas as barreiras de absorção, além da contenção e da manta da Transpetro que atinge mais de 50 centímetros de profundidade”, diz.

Diferença entre os casos

O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Fábio Ribeiro, destaca que o atual derramamento é diferente do vazamento de óleo de outubro. A textura da substância é uma dessas diferenças. Dessa vez, o produto é mais diluído e aparentemente de menor gravidade. 

“Os focos foram contidos e as investigações acontecem para descobrir da onde veio o derramamento do produto. A Transpetro também fez a coleta do óleo e robôs da Caesb vão percorrer as galerias pluviais para descobrir da onde surgiu a substância oleosa”, destaca.

Pouco tempo depois do incidente, a  Polícia Ambiental isolou um perímetro da área para que nenhuma embarcação passasse no local e espalhasse a mancha oleosa pelo Lago Paranoá.

Ponto de Vista

O idealizador do Movimento Guardião do Lago Paranoá, Marcelo Bosi, explica que o problema se refere às redes de água pluvial. Isso porque todas as tubulações desembocam no lago e consequentemente as substâncias das vias públicas também acabam sendo derramadas no espelho d’água. “Enquanto não houver cuidado maior para fazer uma filtragem da água ou o controle do que se faz nas ruas do DF, episódios como esse vão continuar acontecendo. Essas ocorrências têm relação com o crescimento desorganizado e sem planejamento”, afirma.

Segundo Bosi, não existe planejamento de escoamento da água no DF. Ele avalia a situação como um prejuízo. “É uma pena e considero uma verdadeira fatalidade, situações como essas que só pioram a qualidade da água. Ocorrências como essas são reincidentes e a gente percebe isso com uma grande frequência”, alerta. 

Trabalho de identificação continua
A Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal afirma que o vazamento da substância ocorreu em uma tubulação diferente do caso ocorrido em 17 de outubro do ano passado. De acordo com o executivo, a contenção do óleo continua sendo feita pelo Corpo de Bombeiros. 
Devido ao volume de chuvas na tarde de ontem, a Novacap suspendeu os trabalhos para identificar a origem do derramamento do produto oleoso. O GDF garante que o serviço será retomado tão logo seja possível e deve continuar até que seja constatada a procedência do material. 
Marinha
A Marinha do Brasil defende que só age em ocorrências de poluição do Lago Paranoá oriundas de embarcações. Segundo o 7º Comando do Distrito Naval, a força armada apenas prestou apoio ao Corpo de Bombeiros. Isso porque é de responsabilidade da Marinha a segurança de embarcações, patrulhamento e fiscalização do lago.
 
Memória
Primeiro vazamento
Em 16 de junho de 2012, uma mancha de óleo também se alastrou pelo Lago Paranoá e causou muitas mortes de animais. A substância também contaminou a margem de grama e sujou embarcações que estavam no espelho d’água. Quatro dias depois o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) notificou o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) por ter sido o responsável pelo vazamento do produto em uma das caldeiras da unidade hospitalar. 

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    Uma nova mancha de óleo voltou a aparecer no Lago Paranoá na manhã desta sexta-feira (17).  Desta vez, próximo ao Iate Clube de Brasília.

    De acordo com informações preliminares do Corpo de Bombeiros de Brasília, ocorreu um vazamento na galeria de água pluvial, que fica atrás do Grupamento dos Fuzileiros Navais, e o óleo se espalhou pelas margens do lago. 

    Segundo a equipe de defesa ambiental a mancha tem 100metros de largura e 5 metros de comprimento e está há 200 metros da galeria que desembocou no ano passado, no mês de outubro.

     Segundo a defesa ambiental as características do óleo são bem diferentes do ano passado. Desta vez o óleo é mais limpo ao contrário do ano passado que era bem queimado e escuro.

    Cerca de 10 homens da defesa ambiental , a equipe do Corpo de Bombeiros e um barco e duas motos aquáticas estão no local tentando c

    A preocupação da Defesa Civil é que com a chuva forte que cai no local, possa alastrar a mancha no lago.   

    Aguarde mais informações

    *Com informações de Isa Stacciarini 

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