Sioney Leão
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A segunda rodada da notificação da processo de impeachment de Arruda provocou uma troca de farpas entre o presidente interino, Cabo Patrício (PT), e o primeiro-secretário da Câmara Legislativa na manhã de ontem. Tudo
porque os distritais tinham visões antagônicas sobre como agir depois que o governador afastado recusou-se a assinar a intimação na última sexta-feira (5).
Patrício declarou no fim de semana à imprensa que “não havia mais nada o que conversar”, uma vez que a abertura do processo tinha sido aprovado em sessão plenária da Câmara Legislativa. Batista das Cooperativas entendia que precisa de respaldo da Mesa Diretora para retornar à PF e notificar Arruda à revelia.
Patrício afirmou, antes do encontro realizado na manhã de ontem, que a notificação não entraria na pauta da reunião. “Essa história do governador Arruda é ponto vencido. Não vou ficar aqui discutindo o despreparo de alguns parlamentares”, disparou.
Batista rebateu as críticas de Patrício: “Sempre fui coerente nesta Casa e continuarei agindo com responsabilidade. Não vou me referir a nenhum deputado como despreparado porque acho isso antiético”. Afirmou também que não se furtará a nenhum cargo na Casa, quando indicado. O distrital é membro da Comissão Especial que vai analisar o processo de impeachment.