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Brasília

Nos últimos três meses do ano, ocorrências de quedas de árvores crescem 90%

Arquivo Geral

06/11/2012 7h11

Elaine Siqueira

elaine.siqueira@jornaldebrasilia.com.br

 

Durante o período chuvoso,  reacende  o alerta sobre o risco de queda de árvores em vários pontos do Distrito Federal. Cinco milhões de árvores – muitas delas plantadas há mais de 50 anos – compõem a área urbana da capital federal. De acordo com o Corpo de Bombeiros, de janeiro a setembro de 2012, 701 cortes de árvores foram feitos em todo DF. Os últimos três meses do ano são os mais críticos, aumentando em 90% os chamados emergenciais. 

 

Muitos moradores se sentem inseguros devido ao risco de acidentes.  Com o vento e a chuva forte, muitas árvores causam  prejuízos à população. Somente no último fim de semana, duas árvores caíram em quadras do Plano Piloto.  Na 107 Norte,  um veículo teve a porta amassada após o acidente. Ninguém ficou ferido. Já na 410 Sul,   quatro carros tiveram os vidros quebrados, portas amassadas e rodas empenadas – um dos veículos teve perda total.  

 

Este último caso ocorreu em frente ao Bloco Q. Choveu forte na noite anterior, e pela manhã  os ventos continuavam, quando houve a queda da árvore de cerca de cinco metro. A moradora do prédio Natália Cristina Fonseca, conta que não foi possível nem mesmo salvar os bens pessoais que  estavam em seu carro, um  Ford EcoSport. O veículo da estudante foi recolhido para uma vistoria da seguradora do automóvel, que avaliará o estrago.

 

O carro foi dado de presente pela mãe de Natália, há cinco anos. Ela teme que não seja indenizada. “Não sei a quem recorrer. Estou sem respaldo inclusive da seguradora do veículo, que não me deu nenhum apoio”, reclama.

 

Com medo dos riscos, os moradores da 410 Sul tentam solucionar o problema há anos. Há sete anos, a ex-síndica do bloco, Cleta Moraes, fez um pedido de retirada das árvores para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Porém, até hoje, nada foi feito. “Eles ficam empurrando a situação uns para os outros. Enquanto isso, as pessoas afetadas não são ressarcidas”, protesta a moradora.

 

Recentemente, outro pedido foi feito. Desta vez, para a retirada de um pé de abacate, mas a resposta foi negativa. “Informaram-nos que quem plantou a árvore frutífera tinha sido um morador. Portanto, não era de responsabilidade deles retirarem”, acrescenta Cleta.

 

De acordo com o atual síndico do prédio, Luís Carlos, mais de dez árvores ao redor do bloco também correm o risco de cair. “Já chamamos as autoridades, mas a única resposta que tivemos é que tudo deve passar pela Novacap”, conta, inconformado.

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