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Brasília

Nos próximos meses, brasilienses devem se proteger da baixa umidade do ar

Dermatologista explica os cuidados que a população deve seguir para evitar doenças de pele. Segundo uma especialista do INMET, umidade do ar deve ficar abaixo dos 20% durante os próximos três meses

Redação Jornal de Brasília

02/06/2022 18h23

Foto: Reprodução/Internet

Por Gabriel de Sousa
redacao@grupojbr.com

No dia 21 de junho, o outono se despede e dá lugar para o inverno, que para o morador de Brasília significa o início da época da secura e do convívio diário com a baixa umidade do ar. O ar seco já está presente na capital federal desde o mês passado, e segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), irá diminuir ainda mais com a chegada da nova estação.

De acordo com Andrea Ramos, meteorologista do Instituto, a umidade do ar estará, ao longo do inverno, abaixo de 20%. Além disso, por conta do fenômeno da La Ninã, que deve durar até o ano que vem, alguns dias dos próximos meses podem ser mais secos e quentes do que o normal. “Desde a semana passada, as taxas estão naquela fase de ficar entre 20 e 25%. Em maio, inclusive, já chegou a um mínimo de 14% de umidade, que foi lá no Gama, no dia 21”, afirma.

A previsão climática para junho, julho e agosto feita em consenso pelo INMET e outros órgãos nacionais de meteorologia, mostrou que, até setembro, a possibilidade da presença de dias com baixas umidades atmosféricas pode acarretar no surgimento de uma maior frequência de focos de queimadas, que acontecem com normalidade no Distrito Federal durante essa época do ano.

Os últimos dias de outono também estarão secos, fazendo com que a garrafinha de água seja indispensável para o morador. Há também a possibilidade de haver uma redução de temperatura, mas nada equivalente à massa de ar fria que “congelou” o DF no mês de maio, chegando a até ao recorde histórico de 1,4º no dia 19.

“A gente vai ter um pequeno declínio de temperatura, se hoje deu 13, amanhã vai dar 10 graus, não vai ficar tão frio como a outra. Até porque a outra foi alimentada por um ciclone subtropical, que ocasionou a alimentação daquela massa de ar que intensificou e chegou até o interior do país, então não vai chegar aos pés dessa”, disse a meteorologista.

Nesta quinta-feira (2), o INMET informou que o DF estará até esta sexta-feira (3) em uma área de “perigo potencial”, que estará por conta da baixa umidade que pode chegar a até 25%. O Instituto recomenda que os brasilienses bebam bastante líquido e evitem a exposição ao sol nos horários mais quentes do dia.

Para este sábado e domingo, a umidade estará um pouco maior, com máximas de 85% e mínimas de 30%. O número, porém, impede que seja considerado um fim de semana fresco, e os brasilienses que forem sair para o lazer, devem levar suas garrafinhas e passar um protetor solar para evitar complicações de pele. Não há previsão de chuvas e a temperatura máxima será de 28º e a mínima de 12º.

Dermatologista reforça cuidados com a pele

Em entrevista ao Jornal de Brasília, a ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Distrito Federal (SBD/DF), Cristina Salaro, salienta que o brasiliense deve se proteger durante esse período de seca para evitar doenças e outras complicações com a sua pele.

O primeiro hábito que deve ser alterado é o dos banhos. De acordo com a especialista, o recomendado é tomar apenas um por dia, com a água sempre morna ou fria. Além disso, outro ponto citado pela médica dermatologista é sobre a hidratação da pele, que é extremamente importante para a proteção nos dias secos.

“Hidratação é fundamental nessa época do ano. Não é para você se enxugar pegando a toalha, é para você dar batidinhas para tirar o excesso de umidade. Aí, ainda com um pouquinho de umidade, você entra com um bom hidratante, que um dermatologista pode te indicar, de acordo com o seu tipo de pele e com o seu gosto”, diz Salaro.

Cristina orienta que o brasiliense use dois produtos separadamente, um para o uso no rosto e outro para o restante do corpo. O hidratante à base de uréia é o recomendado pela especialista, já que fornece “uma hidratação muito interessante”. Porém, outros umectantes mais acessíveis podem ser encontrados nas farmácias, e também oferecem uma boa proteção para a pele.

“O hidratante para o rosto geralmente deve ser mais fluido e menos pegajoso que o hidratante do corpo, porque muita gente que for usar hidratante do corpo no rosto pode ter espinhas. Então seria interessante que fosse um hidratante especificamente para a área facial e um hidratante para a área corporal”, explica a ex-presidente do SBD/DF.

Farmácias já preparam estratégias para o período de seca

Com a chegada do período de seca e a consequente queda das taxas de umidade do ar, as farmácias começam a se preparar para atender as demandas dos consumidores, que vão para os estabelecimentos à procura de protetores labiais, medicamentos dermatológicos e descongestionantes nasais.

De acordo com Isaías Lima, atendente de uma farmácia em Planaltina, a unidade em que trabalha está se preparando para atender moradores que precisam de medicamentos por conta da transição do outono para o inverno. “A gente está se adaptando. No período da seca o pessoal adoece muito porque mudou a estação de clima, aí a gente faz promoção de remédio para resfriado, que é o que mais sai na verdade”, afirma.

Na farmácia de Isaías, uma estande de protetores labiais já foi colocada para estar à disposição do cliente no momento do seu atendimento. Além disso, o funcionário conta que a procura de descongestionantes nasais por lá é grande, fazendo com que o estabelecimento criasse uma promoção para vender a maior quantidade possível de unidades.

Já no Plano Piloto, o gerente de drogaria, Eduardo Henrique, conta que a sua unidade já está se preparando para ampliar os estoques para poder criar ofertas específicas para o período da seca, como forma de angariar mais consumidores. “Nós sempre tentamos nos adiantar para que quando chegue esse período, para que todos os nossos clientes já estejam com seus produtos em mãos e prontos para essa situação da seca”, afirma.

O gerente conta que a procura por produtos relacionados ao tempo seco estão sendo intensas desde a metade do outono.“Do mês de abril para cá vem tendo um aumento considerável de protetores labiais, hidratantes para pessoas com peles sensíveis e de descongestionantes nasais. Eu diria que teve um aumento de 50% de aumento na procura”, conta Henrique.

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