Dados do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) da Secretaria de Saúde mostram que, em apenas seis meses de 2011, 203 trabalhadores sofreram algum tipo de acidente grave no DF durante o expediente, cerca de um por dia. Pessoas que usam moto no trabalho ou estão expostas a máquinas são as mais atingidas. No entanto, a maioria das ocorrências é em canteiros de obras. A explicação para essa liderança é a expansão das construções, a falta de investimento das empresas em equipamentos de proteção individuais, como capacetes, e uma cobertura mínima de fiscais.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Brasília (STICMB), Raimundo Salvador da Costa Braz, com a chegada de grandes construtoras no Distrito Federal, o número de auditores-fiscais do trabalho acaba se tornando insuficiente. “São muitas obras, para poucas pessoas. É comum vermos uma série de irregularidades e falta de segurança nos canteiros”, explica. Em junho, o Ministério Público Federal ingressou com ação na Justiça Federal questionando o governo por não manter um número adequado de auditores a fim de garantir o cumprimento da legislação trabalhista e a segurança dos trabalhadores.
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