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Brasil

Nomes de graduações em engenharia serão modificados

Arquivo Geral

07/07/2009 0h00

Os nomes dos cursos superiores de Engenharia vão mudar em 2010. A medida, anunciada pelo Ministério da Educação, dosage pretende agrupar em 22 nomenclaturas as 258 designações diferentes para as graduações de Engenharia no Brasil. Uma consulta pública foi aberta para que professores, cure alunos e pessoas da sociedade em geral enviem sugestões até 31 de julho, pela internet.


O MEC elaborou uma lista com possíveis referenciais. Os cursos de Bioengenharia, Engenharia Agroindustrial Agroquímica e Engenharia Bioenergética passariam a se chamar Engenharia Química, por exemplo. De acordo com o órgão federal, a ideia é facilitar a elaboração dos projetos pedagógicos e dar mais clareza às empresas nos processos de seleção de funcionários.


Pelo menos dois cursos do campus Darcy Ribeiro terão nomes modificados. De acordo com a proposta do MEC, Engenharia Mecatrônica passaria a se chamar Engenharia de Controle e Automação e Engenharia de Redes, de Engenharia de Telecomunicações. Na Faculdade do Gama, das quatro graduações, três sofreriam alterações de nomenclatura. Automotiva se enquadraria em Mecânica, Engenharia de Software em Computação e de Energia em Engenharia Química, de Minas ou Elétrica.


Professor da Faculdade UnB Gama, José Carlos Balthazar critica a medida. A área de Tecnologia é dinâmica e o agrupamento limitaria as universidades, na opinião do professor. “Não adianta colocar os cursos em formações pré-concebidas. A universidade tem que ter liberdade para responder rápido o que a sociedade demanda”, diz. Balthazar cita como exemplo a criação das engenharias nuclear e de computação com o surgimento da energia nuclear e a era da informática.


Registro
A diversidade de nomenclaturas surgiu de acréscimo de “sobrenomes” ou de digitação errada, de acordo com o diretor de regulação e supervisão da Educação Superior do MEC, Paulo Wollinger. Ele afirma que o objetivo da medida é organizar os nomes e não o de colocar camisa de força nos cursos. “As instituições poderão criar novos cursos, desde que o perfil do estudante egresso tenha diferenças substanciais em relação a algum curso já existente”, afirma.


“Existem muitos cursos cadastrados em Engenharia que não possuem, de fato, nenhuma relação com a área”, defende o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo. Segundo ele, desde 2005 o Confea reduziu de 1 mil para 304 os títulos profissionais da área.


O diretor da Faculdade de Tecnologia da UnB, Humberto Abdalla,  aprova a mudança, mas faz ressalvas. “Nem todos os cursos irão se encaixar nas 22 nomenclaturas”, diz. É o caso do curso de Engenharia de Energia. A lista de referências do MEC oferece três possibilidades – Engenharia Elétrica ou de Minas ou Química. “Só elétrica é pouco, mecânica não retrata. Acertar de primeira será complicado”, afirma o docente.

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    Nomes de graduações em engenharia serão modificados

    Arquivo Geral

    07/07/2009 0h00

    Os nomes dos cursos superiores de Engenharia vão mudar em 2010. A medida, check anunciada pelo Ministério da Educação, pretende agrupar em 22 nomenclaturas as 258 designações diferentes para as graduações de Engenharia no Brasil. Uma consulta pública foi aberta para que professores, alunos e pessoas da sociedade em geral enviem sugestões até 31 de julho, pela internet.


    O MEC elaborou uma lista com possíveis referenciais. Os cursos de Bioengenharia, Engenharia Agroindustrial Agroquímica e Engenharia Bioenergética passariam a se chamar Engenharia Química, por exemplo. De acordo com o órgão federal, a ideia é facilitar a elaboração dos projetos pedagógicos e dar mais clareza às empresas nos processos de seleção de funcionários.


    Professor da Faculdade de Tecnologia da UnB, José Carlos Balthazar critica a medida. A área de Tecnologia é dinâmica e o agrupamento limitaria as universidades, na opinião do professor. “Não adianta colocar os cursos em formações pré-concebidas. A universidade tem que ter liberdade para responder rápido o que a sociedade demanda”, diz. Balthazar cita como exemplo a criação das engenharias nuclear e de computação com o surgimento da energia nuclear e a era da informática.


    REGISTRO – A diversidade de nomenclaturas surgiu de acréscimo de “sobrenomes” ou de digitação errada, de acordo com o diretor de regulação e supervisão da Educação Superior do MEC, Paulo Wollinger. Ele afirma que o objetivo da medida é organizar os nomes e não o de colocar camisa de força nos cursos. “As instituições poderão criar novos cursos, desde que o perfil do estudante egresso tenha diferenças substanciais em relação a algum curso já existente”, afirma.


    “Existem muitos cursos cadastrados em Engenharia que não possuem, de fato, nenhuma relação com a área”, defendeu o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo, em plenária do órgão, no dia 28 de junho. Segundo ele, desde 2005 o Confea reduziu de 1 mil para 304 os títulos profissionais da área.


    O diretor da Faculdade de Tecnologia da UnB, Humberto Abdalla,  aprova a mudança, mas faz ressalvas. “Nem todos os cursos irão se encaixar nas 22 nomenclaturas”, diz. É o caso do curso de Engenharia de Energia. A lista de referências do MEC oferece três possibilidades – Engenharia Elétrica ou de Minas ou Química. “Só elétrica é pouco, mecânica não retrata. Acertar de primeira será complicado”, afirma o docente.

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