Soraya Sobreira
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Eles não conseguem desgrudar da frente da telinha mesmo que percam, pois a competição vai além da vitória. O importante para os aficionados por games é a quantidade e a intensidade com que jogam, ou seja: quanto mais, melhor.
“Independentemente de perder ou ganhar, eu gosto mesmo é de jogar”, confirma o estudante Adriano Manso, 21 anos. Ele veio de São Paulo para participar do Festival de Jogos, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde foram inscritos mais de cem grupos. “Só ganhei experiência. Desde que me conheço por gente sou viciado nos jogos”, brinca.
O festival fez parte do SBGames. Esta foi a 11ª edição do evento, que discute o mercado de games. Brasília está entre os três maiores mercados consumidores do Brasil. “Desta vez o evento foi aberto ao público em geral. Os visitantes puderam jogar e entender sobre as plataformas”, afirma Vinícius Rossignoli, coordenador do evento.
Para todos
E para mergulhar neste mundo, não tem idade definida. O vigilante David Salomão, 44 anos, participou da feira. “A minha desculpa é que vim trazer meu filho e meu sobrinho”, brinca. Jônatas e Socrátes, com nove anos, não conseguiam desgrudar dos jogos. “Eles têm a quem puxar. Geralmente, toda sexta começamos a jogar de tarde e só terminamos de madrugada. É um mundo muito gostoso”, diz David.
Juliano César Ribeiro, 30 anos, é deficiente visual, mas nada impede que também se divirta. Ele joga um game, o Herocopter, que ajudou a desenvolver. “O melhor é que não é só para quem não enxerga. É uma ferramenta de inclusão e posso competir com qualquer outra pessoa”, explica.
Além de uma exposição com réplicas de personagens dos jogos, os próprios visitantes puderam se caracterizar de seus animes e games preferidos. Estes são os chamados cosplay. O estudante Dassaieve Sander, de 18 anos, resolveu se vestir de seu personagem predileto. “É o Slender Man, uma assombração do jogo de terror psicológico”, explica. Ele gastou, em média, R$ 70 com a fantasia.
Entretanto, os games não são consumidos só por jovens ou crianças. As mulheres são 47% do público total. “O público feminino gosta principalmente dos jogos casuais, aqueles disponíveis em celulares e tablets, por exemplo, que não têm fases diferentes”, explica Vinícius Rossignoli.