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Brasília

No Distrito Federal, 86,3% têm acesso à rede de esgoto

Arquivo Geral

21/08/2010 9h39

O Distrito Federal é a Unidade da Federação com mais domicílios atendidos pela rede geral de esgotamento sanitário. Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, 86,3% dos municípios do DF tinham acesso à rede de esgoto. O índice é quase o dobro da média nacional, de 44%.

 

A pesquisa mostra um avanço tímido no serviço de saneamento básico do País entre 2000 e 2008. Há dois anos, 34,8 milhões de pessoas, ou 18% da população brasileira, viviam em cidades onde não há nenhum tipo de rede coletora de esgoto. A pesquisa também aponta o alto índice de tratamento inadequado do lixo na grande maioria dos municípios brasileiros. Um terceiro levantamento revela que mais de um terço dos municípios têm área de risco no perímetro urbano e necessitam de drenagem.

 

A PNSB mostra que 12 milhões de domicílios não têm acesso à rede geral de abastecimento de água. Em 2008, 45,7% das residências eram atendidas por essas redes e os demais domicílios (54,3%) recorriam a fossas sépticas ou meios menos higiênicos, como fossas secas, valas a céu aberto ou lançamento direto em cursos d’água. Apesar do aumento no número de domicílios ligados a rede de saneamento básico, o serviço ainda é deficiente e com distribuição desigual pelo País. 

 

O crescimento de municípios com rede coletora foi ínfimo: passou de 52,2% para 55,2% no período, o que significa um aumento de apenas 194 municípios. Os dados são ainda mais preocupantes: pouco mais de um quarto dos municípios (28,5%) tratam o esgoto coletado. “O desejável é que tivéssemos números maiores. Mas o importante é que a gente está aumentando a cobertura. A gente está caminhando na direção certa. Talvez o ritmo não seja o adequado, mas estamos caminhando na direção certa”, afirma o economista do IBGE, Paulo Gonzaga.

 

Em relação ao destino do lixo, cinco em cada dez (50,8%) municípios despeja resíduos sólidos em vazadouros a céu aberto. Apenas 27,7% dão o destino correto, em aterros sanitários.

 

Leia mais na edição deste sábado (21) do Jornal de Brasília.

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