Raphaella Sconetto, com agências
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Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) do Distrito Federal se manifestam no fim da tarde deste domingo (08). De acordo com a Polícia Militar, cerca de 50 carros fazem uma carreata, que saiu do Conic em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação teria sido organizada pelo próprio partido.
Em frente ao Supremo, manifestantes cantam “Olê, olá, Lula, Lula” e também “Lula presidente, Brasil decente”. Faixas estão espalhadas com os dizeres: Lula Livre. A manifestação é pacífica.
Segundo a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), o ato foi convocado de última hora. “Logo que saiu a decisão, fizemos uma chamada para nos reunirmos na CUT. Naquele momento, ainda havia uma indecisão se Lula seria solto ou não. Então viemos de carreata ao STF para esperar juntos a decisão”, aponta.
Para segunda-feira (09), provavelmente, manifestantes voltarão a se reunir na Rodoviária do Plano Piloto para fazer uma panfletagem. “Tudo vai depender das circunstâncias. Pode ter também um novo ato aqui no STF”, afirma a deputada federal. A expectativa de Kokay é o ex-presidente seja solto ainda neste domingo. “Não há nenhum instrumento legal que impeça Lula de ser solto. Aliás, não havia por que Lula ser preso, é uma prisão política”.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 100 manifestantes estão no local.
Vai e vem nas decisões
O desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, reiterou novamente a decisão de mandar soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após pedido de reconsideração feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Favreto determinou ainda que Lula seja solto em até uma hora.
Para o magistrado, a decisão não fere atos anteriores que negaram a liberdade ao ex-presidente. Favreto destacou que o juiz federal Sérgio Moro não tem mais competência para questionar decisões no processo.
“A decisão em tela não desafia atos ou decisões do colegiado do TRF4 e nem de outras instâncias superiores. Muito menos decisão do magistrado da 13ª Vara Federal de Curitiba, que sequer é autoridade coatora e nem tem competência jurisdicional no presente feito”.
O magistrado também afirma no despacho que o procedimento será encaminhado ao relator da Lava Jato em segunda instância, desembargador João Pedro Gebran Neto, assim que encerradas as responsabilidades do plantão. Segundo o TRF4, o plantão judiciário vai até às 11h de segunda-feira (9).
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