Tácio Lorran
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A Polícia Civil do DF prendeu cinco pessoas na manhã desta sexta-feira (5), acusadas de furto mediante fraude bancária. Segundo as investigações, a organização criminosa realizou mais de 600 transações fraudulentas, movimentando pelo menos R$ 800 mil. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Planaltina, Paranoá e Lago Norte. Uma espingarda calibre 12 foi apreendida na casa de um dos investigados.
Agentes da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) identificaram o passo a passo de todos os envolvidos no esquema fraudulento, desde o acesso às contas das vítimas até os fornecedores das máquinas utilizadas para lavar o dinheiro do grupo.
Delegado-chefe da DRCC, Giancarlos Zuliani explica que o grupo é estruturalmente ordenado e caracterizado pela divisão de tarefas. “O fim é obter vantagem patrimonial mediante a prática de infrações penais graves, notadamente o furto mediante fraude e a lavagem de dinheiro”, explica.
O grupo agia da seguinte maneira: a vítima recebe um link de uma página falsa do banco, por meio de um código malicioso enviado por SMS, para uma suposta atualização de cadastro. Em seguida, é solicitado e captado os dados bancários e a senha do correntista. Após a obtenção dos números, os criminosos acessam as contas por intermédio do internet banking e realizam transferências para as chamadas “contas de passagem”.
A partir dessas contas de passagens, os criminosos recrutam pessoas para fornecer os cartões e senhas dessas contas. O delegado Zuliani finaliza a explicação: “de posse dos dados dos cartões e contas, os integrantes do grupo realizam saques, pagamentos de boletos e simulam compras com máquinas de cartão de comparsas ou de estabelecimentos comerciais convenientes com a prática delituosa.”
Os nomes dos cinco presos não foram divulgados. Três foram presos em flagrante e dois em cumprimento a mandados de prisão preventiva. Eles irão responder pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a dez anos de cadeia. A operação foi batizada de Aroeira.

Espingarda calibre 12 apreendida durante operação. Foto: PCDF/ Divulgação