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Brasília

No DF, candidatos perderam a prova por falta de ônibus

Arquivo Geral

10/11/2014 7h31

A greve dos rodoviários da Viação Pioneira atrapalhou outra vez a vida dos candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do DF. Muitos não conseguiram chegar a tempo ou tiveram que recorrer a outras opções, como o taxi.  Até o fechamento desta edição, o Inep (Insitituto Nacional de Estudos e Pesquisa)responsável pelo exame, não havia divulgado os números de abstenções e eliminações relativos ao DF. Em todo o Brasil, foram  29,64% de abstenções e um total de 1.519 candidatos  eliminados por desrespeito às regras do exame.

O tema da redação divide opinões e o conteúdo de matemática abordado foi considerado difícil no relato de alunos.  De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 160,9 mil pessoas se inscreveram para a prova no Distrito Federal.   

Barrados

Shirley Pereira, 31 anos, foi a primeira a chegar quando os portões já estavam bloqueados, no colégio La Salle da Asa Sul. “Estou me sentindo péssima, arrasada”, disse ofegante, após ter corrido da parada até o local. “Isso tudo por causa da falta de ônibus. Saí de casa às 10h30 e mesmo assim não consegui”, lamenta. A candidata pegou três ônibus, do local onde mora, no Setor Privê, na Ceilândia, até o Plano Piloto. ecisamos de mais ônibus. Olha só o que aconteceu comigo”, diz. 

No sábado, dois minutos antes do fechamento, Stefania Leônida dos Santos, 19 anos, se aproximou dos portões. No domingo, não teve a mesma sorte, ao chegar dez minutos atrasada.“Estou me sentindo muito mal.  É complicado para quem depende do transporte público”, afirma. 

Danrley dos Santos, 55 anos, e a fillha, ficaram 40 minutos na parada da quadra 506 da Asa Norte.“Não passava ônibus. Tivemos que pegar um táxi e pagamos R$25,00 até aqui (906 Sul)”, relata. Segundo ele, a falta de transporte público, no fim de semana, complicou o deslocamento. “É um absurdo o governo não colocar a rota de ônibus normal no dia do Enem. “Infelizmente, falta logística na programação dos locais de prova”, diz. 

Saiba mais

A nota do Enem é um meio de ingresso a instituições federais de educação superior. Também permite o acessoao Programa Universidade para Todos (ProUni), ao Financiamento Estudantil (Fies), ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e ao Ciência sem Fronteiras.

 O esquema de segurança contou com o uso de 17 mil detectores de metais em todos os locais de prova no País. 

Exaustão e fome são reclamações
 
O estudante Silas Leite, 26 anos, precisou trancar, neste ano, o curso de medicina na Universidade Católica de Brasília (UCB) e tentou o exame para voltar a estudar. Em relação à prova, segundo ele, algumas estratégias são indispensáveis para lidar com a ansiedade e o cansaço. “A prova é exaustiva. Costumo sair um pouco para beber água e dar uma volta”, acrescenta. “O que me dá agonia é ver as pessoas resolvendo a prova no mesmo ritmo que eu e, de repente, começarem a ir embora”, assume. 
 
Silmara Miranda, 26 anos, aproveitou os minutos livres para comer do lado de fora  do local da prova, na Asa Sul. “No sábado, eu não sabia que se entrasse cedo na sala, às 11h40, não poderia mais sair. Passei fome lá”. Ontem, ela preferiu entrar 20 minutos antes do início da prova e adotou novas medidas. “Pretendo não sair de sala nem para beber água”, conta. 
 
Dificuldades
 
Por volta das 16h30, a movimentação era grande, nas saídas dos locais de aplicação do exame. A exaustão e a fome marcavam o semblante dos candidatos. “Tive cansaço na prova, mas era só molhar o rosto e comer doce para continuar ”, diz Kahuã Pereira, 17 anos. Ele saiu esperançoso para conquistar uma boa nota. “Achei a prova de sábado mais fácil que a de ontem. Gostei dos textos de português e da redação. Só tive dificuldade em matemática”, confessa. 
 

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