Para muitos, hoje é dia de reunir a família e saborear um almoço para comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Outros preferem passar a data em verdadeira comunhão com Jesus, abdicando dos quase irresistíveis prazeres da carne e cuidando da alma, com orações e rezas em templos religiosos. Mas um grupo de jovens senhores, moradores do Gama, tem fugido desta tradição há 11 anos. Em vez de um pacato encontro familiar, os amigos, que se conhecem há 40 anos, preferem música alta e de qualidade. O gênero? Trata-se do velho e bom rock and roll. Detalhe: o encontro ocorre em uma praça pública da cidade.
Hoje, o evento se transformou em praticamente um festival de música e reúne artistas da cidade e de outras localidades. Em vez de comida, cada participante ajuda com os custos do cachê das bandas e com os pratos servidos nesse grande piquenique cultural. Para participar do encontro, basta levar um quilo de alimento não-perecível.
Como surgiu
A ideia do festival começou quando Flávio Pontes, hoje com 45 anos – 11 a mais que naquela época – e outros moradores da Quadra 30 do Setor Oeste resolveram incrementar com música a ceia comunitária realizada embaixo das árvores do jardim, construído pelos pais nos anos 1980.
“A gente costumava a ir à praça comer a sobra da ceia servida na véspera de Natal”, lembra. Flávio e os colegas decidiram convidar os amigos músicos para tocar naquele, então, projeto ao ar livre. Os primeiros encontros contaram com a presença dos moradores da quadra, todos com mais de 40 anos hoje. Um detalhe que não precisaria comentar, disse Flávio. Na época, dava para contar o público participante.
Público grande
Ao longo dos últimos anos, o evento foi ganhando a adesão e simpatia de gente que reside em outros setores do Gama. Preocupado com a qualidade da festa, Flávio afirma que seleciona o público que vai estar na Festa da Árvore – como ficou batizado o encontro em torno dos músicos.