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Brasília

Não falta festa para os foliões brasilienses

Arquivo Geral

08/02/2015 8h30

Radiante e, ao mesmo tempo, emocionada. Foi assim que Izabela dos Santos de Paiva Boreli, 20 anos, ficou ao ganhar o Concurso da Musa do Carnaval de Rua 2015, na Feira Permanente do Núcleo Bandeirante. Outras sete candidatas, entre 18 e 32 anos,   foram selecionadas para participar da competição, do total de 25 inscritas de todo o DF. No palco, além de estampar a paixão pelo Carnaval, elas  mostraram que são pessoas comuns, com histórias reais, como a própria vencedora, que vai receber R$ 3,5 mil em prêmios de estética feminina, além de ter a oportunidade de representar o Carnaval de Brasília.

Izabela é estudante de jornalismo e faz estágio em uma assessoria de imprensa. Ela garante que soube que estava entre as finalistas de última hora. “Tudo aconteceu muito rápido, mas assim que eu recebi a notícia comecei a ensaiar de madrugada. Como sou fã do Carnaval, o samba no pé, de fato, eu sempre tive, mas detalhes, como a postura e a presença de palco, eu fui obrigada a treinar”, comemora.

honra

Izabela afirma que  agora  é seu dever honrar o posto que vai ocupar. “Há sete anos que curto o feriado em Brasília, não por falta de oportunidade, mas por ter prazer de apoiar o Carnaval da minha cidade”, conta. Porém, quando questionada sobre os projetos futuros, ela não nega o sonho de, se possível, ir para o Rio de Janeiro e se tornar uma passista.

De acordo com a organizadora Juliana Campos, o concurso surgiu há cinco anos  com o apoio da Liga dos Blocos Tradicionais. “Nosso objetivo é   estimular o Carnaval brasiliense”, explica ela, lembrando que, mais do que a beleza, a musa é eleita pela simpatia, desenvoltura e, principalmente, interação com o público, que, por sinal, estava empolgado.

A pensionista Maria das Dores Rodrigues, 49, por exemplo, não parava de dançar e comemorar a vitória de Izabela, por quem estava torcendo. Moradora do Núcleo Bandeirante, ela afirma que a disputa é a melhor maneira de preparar o público para o Carnaval. “Estou adorando essa animação, é contagiante. Todo ano, passo o Carnaval em Brasília e não acho ruim, mas acredito que a festa ainda precisa de mais incentivo”, avalia.

Para o casal de amigos, os empresários Marcelo Aragão, 57, e Ivane Medeiros, 56, o concurso surpreendeu. Não é à toa que eles já confirmaram a presença na próxima edição: “Moramos no Lago Sul e viemos só para prestigiar o evento”.

Orquestra vai do frevo ao jazz

Ritmos como a bossa nova, frevo, jazz e MPB embalaram   outro estilo de festa. O  1º Encontro Nacional de Orquestras Populares, que aconteceu ontem no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e ainda promete animar o público hoje. Pela primeira vez em Brasília, as principais orquestras do Brasil promoveram um Carnaval instrumental e  nem a chuva  foi capaz de desanimar os foliões. A expectativa é de que dez mil pessoas passem pelo local até o fim do evento.

Para o casal de namorados, os estudantes Renan Caldas Negreiros, 22, e Gisele Rodrigues Gondim, 20, o evento é  cativante. De acordo com eles, Brasília ainda é carente de festas que incentivam a cultura popular. “Quando o evento e a música são bons, a chuva não atrapalha. Hoje, viemos assistir às orquestras de Recife”, afirma Renan.

A iniciativa é animadora, inclusive, para os estrangeiros que moram na capital, como é o caso do diplomata peruano Juan Pablo Guerrero, 41 anos, que foi levar a filha Ana Paula, 3, para ter contato com outros ritmos brasileiros. “Sempre associamos o Brasil ao samba, acredito que essa seja uma boa oportunidade para mostrar a diversidade cultural do País”, conclui.

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