Bruna Torres
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Namoros não convencionais, normalmente, são vistos pela sociedade como relacionamentos que não darão certo. São casais que se conhecem pela internet, namoram à distância, ou muitas vezes se conheceram de formas inesperadas. Geralmente, pela falta de apoio da família e de amigos, tendem a não dar certo. Para casais homossexuais o problema ainda é mais agravante, pois o preconceito ainda fala mais alto. Mas a reportagem do Jornal de Brasília foi atrás e encontrou aqueles que deram sucesso e são exemplos, para quem não acredita que independente da forma como é, tem Giselle Fernandes, 19 anos, e Pamela Pimentel, 22 anos, universitárias
Entre o primeiro contato online e o primeiro beijo foram dois anos e meio. Este foi o tempo necessário para que as estudantes Giselle e Pamela se conhecessem e iniciassem um relacionamento que amanhã completa três anos e cinco meses.
“Eu morava em Brasília e ela em Minas Gerais. Começamos a namorar virtualmente quando eu tinha 16 e ela 19. Após um ano resolvi ir para lá e conhecê-la. Contei para minha mãe e ela proibiu tudo, até internet. Tive que mentir que acabou e aí voltamos a nos comunicar durante dois anos e meio”, lembra. Elas trocavam fotos, vídeos e se viam através da webcam.
Após este tempo, Giselle avisou que iria para o Espírito Santo com uns amigos e passou em Minas para conhecê-la finalmente. Foi outras vezes escondidas e a mãe acabou descobrindo, fazendo com que ela fugisse de casa após brigas familiares. Os pais de Giselle ficaram tristes e repensaram na situação. Hoje as duas famílias apóiam e ajudam financeiramente.
As duas têm planos para viajarem até a Holanda, onde permitem o casamento homossexual. Depois, quando tudo estiver mais estabilizado pretendem adotar uma criança ou fazer inseminação artificial. “O que nos une é a confiança e muito respeito que temos uma pela outra”, afirma.
Leia a matéria completa na edição desta sábado (12) do Jornal de Brasília