Amanda Karolyne
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Era de revolução digital é também época de revolucionar o modo de se fazer publicidade. Aproximando o produto do consumidor, nasce a ocupação profissional do influenciador digital, que está em ascensão com o surgimento de plataformas como Instagram, YouTube, Snapchat, Twitter, Facebook e outras redes sociais.
Os influenciadores digitais são muitas vezes aqueles que se destacam pelo estilo de se vestir ou são especialistas em assuntos como maquiagem, saúde e literatura, e, devido à espontaneidade dos posts, conseguem uma ligação maior com os consumidores. Eles são muito parecidos com os mais populares da época da escola, mas, com o advento da internet, todo mundo pode ser um influenciador.
Em Brasília há vários exemplos de pessoas que encontraram uma nova profissão por meio das redes sociais. Mel Cavalcante, 28 anos, pode ser citada como um dos frutos desse ramo da publicidade e propaganda. Formada em Direito, começou a dar dicas de looks do dia e de maquiagem, porque as amigas sempre gostaram da opinião dela e pediram para que fizesse isso na página do Instagram.
Um ano depois, a fashionista está com 47,8 mil seguidores, e os vídeos com tutoriais de maquiagem costumam ter meio milhão de visualizações.
Ela acredita que o mercado de influenciadores digitais está crescendo porque o seguidor sente que conhece quem está falando do produto e dando dicas. “Se publicamos que gostamos de tal produto e eles sabem que não é algo que usamos normalmente, não ficaria legal, seria merchan”, avalia.
A credibilidade do influencer está no fato de que ele expõe a vida na internet, opina Mel. “O que mais gosto nesse trabalho é poder me conectar com pessoas novas mesmo, fazer uma rede maior de relacionamentos. Tem seguidora que é muito fiel e fala comigo todo dia, quer saber mesmo da minha vida, pergunta por que não apareci no dia”, acrescenta.
Ela destaca que às vezes, quando não tem tempo de postar algo no Instagram, os seguidores cobram e perguntam o porquê do sumiço momentâneo.
A partir das iniciativas como a de Mel, já existem até sites especializados em catalogar instagrammers, youtubers e outros influenciadores. Em plataformas a exemplo do Traackr, Klout, Twitalyzer e Kred, as empresas podem encontrar exatamente quem buscam.
Mercado tem potencial para crescer
Mel Cavalcante começou sua investida marcando as páginas de moda do Instagram nas postagens de looks do dia, e essas páginas repostavam a foto em seguida. Apesar de ter conquistado seu espaço, a jovem avalia que o mercado na capital ainda é pequeno: as empresas não entenderam o papel importante que tem o influenciador digital. “Em São Paulo é forte a presença do digital influencer. Aqui ainda é novo e as lojas têm dificuldade em alinhar o interesse de quem divulga o produto com elas”, afirma. “Querem fazer parceria por meio de permuta e às vezes não é interessante porque você está fazendo um trabalho”, opina.
Existem outras influenciadoras conhecidas no DF, como a Mari Maria, que a Mel quer muito conhecer. Ela aponta que nesse nicho não deve existir competição e a troca de experiência dos influencers é essencial. A moça se inspira em muitos influenciadores digitais do meio de moda, e cita o sucesso de Winderson Nunes como youtuber.
Como projeto futuro, Mel pensa em criar um canal no YouTube para poder publicar vídeos mais longos do que o Instagram permite.