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Brasília

Na época de seca no DF, vendas de sorvete aumentam com brasilienses que querem aliviar o calor

Segundo o sindiatacadista, vendas já aumentaram em julho e agosto e prometem crescer ainda mais entre setembro e outubro

Vítor Ventura

27/08/2026 17h52

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Setor espera aumento de 40% nas vendas na média dos dois próximos meses. Foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília

O sorvete é um dos grandes aliados do brasiliense para aliviar o calorão da época mais seca da capital. Segundo dados do Sindiatacadista-DF, em agosto, o mercado de sorvetes cresceu 17% em relação à média registrada entre os meses de janeiro e julho de 2026. Apesar de um resultado negativo no acumulado do ano, os dados dos últimos meses, do início da seca, apontam para uma mudança de cenário. Para setembro e outubro, a expectativa do setor é de um crescimento ainda maior: 40% na média dos dois meses.

Segundo o Sindiatacadista-DF, o movimento reforça a influência do clima sobre o consumo. Historicamente, os meses de agosto, setembro e outubro costumam apresentar aumento na procura por sorvetes, picolés e outras sobremesas geladas. Com temperaturas mais elevadas, a expectativa é de que o consumo ganhe ainda mais força.

“De fato, quando comparamos o desempenho deste ano com o mesmo período do ano passado, observamos uma queda no consumo de sorvetes. Mas, quando analisamos a evolução dentro do próprio ano, percebemos uma reação importante nos últimos meses. Isso mostra que as condições climáticas têm um impacto direto nesse mercado. Com a chegada do calor, o consumidor naturalmente procura mais produtos refrescantes, e o sorvete acaba sendo beneficiado”, afirmou Alaor Gomes, presidente do Sindiatacadista-DF. No acumulado do ano, o setor havia apresentado uma queda de 4% nas vendas em comparação ao ano anterior, mas segmento já apresentou reação em agosto

Para o sócio da sorveteria Happy Harry, Vinícius Figueiredo, a expectativa para os próximos dias é alta para a chegada de mais clientes. “Esse período, para nós representa, cerca de 25% do nosso faturamento no ano. Só para você ter uma ideia, comparado ao trimestre do início do ano, a gente aumenta nesse período uma tonelada de sorvete a mais para a gente poder atender a demanda durante esse tempo de maior calor em Brasília”, relatou Vinícius.

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Vinícius Figueiredo, sócio da sorveteria Happy Harry, comentou que a produção do estabelecimento aumenta em 1 tonelada para suprir a demanda do período. Foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília

“Historicamente, agosto, setembro e outubro apresentam uma melhora significativa no consumo de sorvetes. Neste ano, já observamos esse movimento em agosto, com crescimento de 17% em relação à média dos meses anteriores. Para setembro e outubro, a expectativa é ainda mais positiva, com possibilidade de crescimento de até 40%, explicou Lysipo Torminn Gomide, diretor da Brassol Brasília Alimentos e Sorvetes.

A arquiteta Juliana Castro contou ao Jornal de Brasília que o sorvete tem ajudado a aliviar um pouco o calor. “Eu costumo consumir bastante, em geral, mas nessa época eu acho que dobra, em especial quando tem sorveterias perto de casa. Desde que começou o período mais seco eu venho umas duas vezes por semana tomar sorvete. Ajuda bastante a lidar com o calor”, disse Juliana.

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A arquiteta Juliana Castro relatou que aumenta bastante o consumo de sorvete na época de seca e calor em Brasília. Foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília

Consumidor mais exigente

Além do impacto do clima, o setor também identifica uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo o Sindiatacadista-DF, o público está mais exigente e demonstra maior interesse por produtos de qualidade e marcas premium, indicando uma busca não apenas pelo preço, mas também pela experiência e pelo valor agregado. Para Alaor Gomes, essa mudança também revela uma transformação no perfil do consumidor.

“Ele está cada vez mais exigente e buscando produtos de maior qualidade. Isso tem refletido, inclusive, no aumento do consumo do segmento premium. Hoje, o consumidor não quer apenas comprar um sorvete; ele procura uma experiência melhor, um produto que entregue qualidade e que justifique a sua escolha. Essa mudança de perfil também vem movimentando o mercado e abrindo espaço para produtos de maior valor agregado. Também observamos o mesmo crescimento nas vendas de açaí”, avaliou o presidente do sindicato.

Vinícius Figueiredo destacou também que com uma maior movimentação de clientes, a sorveteria também precisa achar alternativas para conseguir atender a demanda do período. “Aumenta muito o nosso fluxo de loja, então a gente já tem até conseguido convocar mais funcionários para poder atender a demanda. A nossa produção tem funcionado praticamente de domingo a domingo para dar conta desse volume de pessoas que tem aumentado”, completou o sócio da Happy Harry.

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