Foram 45 dias de trabalho intenso e 20 mil exames preventivos contra o câncer de colo de útero realizados em esquema de mutirão. A medida, sick executada pela Central de Citopatologia da Secretaria de Saúde, help reduziu o tempo de espera por um resultado para cerca de dois meses – antes podia demorar até seis.
A meta é reduzir esse prazo ainda mais e disponibilizar a conclusão do exame em 30 dias. Toda mulher que tem ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, see especialmente se estiver na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade.
A central, criada em 2004, realiza cerca de 130 mil exames anuais. Mesmo assim, as lâminas vinham se acumulando ao longo dos últimos meses devido a uma série de problemas como a falta de material e escassez de pessoal técnico. “O mutirão foi um trabalho de equipe, onde cada um se empenhou, trabalhando em carga máxima, para aumentar a produtividade e reduzir a fila de espera”, destaca a chefe do Núcleo de Citopatologia, Maria de Felipe Martinez.
O número de casos novos de câncer do colo do útero esperados para o Brasil no ano de 2008 era de 18.680 – as estatísticas ainda não foram totalizadas – com um risco estimado de 19 casos a cada 100 mil mulheres. Em Brasília eram esperados 220 casos, perdendo apenas para o câncer de mama, com 660 estimados. A incidência desse tipo de câncer é evidente na faixa etária de 20 a 29 anos e o risco aumenta rapidamente até atingir seu pico geralmente na faixa etária de 45 a 49 anos.
Diagnóstico
O diagnóstico do câncer de colo de útero é, predominantemente, clínico. A coleta periódica do exame citopatológico do colo uterino (também chamado de exame pré-câncer ou Papanicolau) possibilita o diagnóstico precoce, tanto das formas pré-invasoras, como do câncer propriamente dito.
Inicialmente, um exame deve ser feito a cada ano e, caso dois exames seguidos (em um intervalo de um ano) apresentarem resultado normal, o exame pode passar a ser feito a cada três anos. Se a lâmina apresentar alteração leve (grau I), o exame deve ser repetido em seis meses. Quando são encontradas outras alterações (graus II e III), o médico deverá decidir a melhor conduta. Será necessário fazer novos exames, como a colposcopia. Já quando existe infecção pelo HPV, o exame deverá ser repetido em seis meses.