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Brasília

Museu cada vez mais distante

Arquivo Geral

17/08/2009 0h00

Os cortes no orçamento de 2010 atingiram projeto da Universidade de Brasília. Esta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias que destinava R$ 1,8 milhão à implantação do Museu de Ciência e Tecnologia de Brasília. Com a redução, o projeto receberá R$ 5,2 milhões de emenda parlamentar.


O valor representa menos de 15% do necessário para a construção do museu. O professor Cássio Laranjeiras, responsável pelo escritório técnico que coordena a iniciativa na UnB, calcula que o edifício precisaria de cerca de R$ 40 milhões para ficar pronto. “Se essa verba inicial sofrer cortes, teremos mudanças no nosso calendário”, diz Laranjeiras. A expectativa inicial era que o prédio estivesse construído para o aniversário de 50 anos de Brasília. Hoje, o professor trabalha com a possibilidade de término até o jubileu da universidade, comemorado em 2012.


O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), que propôs a emenda para o orçamento de 2010, acredita que o corte ocorreu porque a universidade está demorando em apresentar ações para o museu. Ele reconhece que os R$ 7 milhões da emenda não atenderiam todas as necessidades do projeto. “Mas ninguém vai gastar R$ 40 milhões de uma só vez. É algo paulatino”, diz.


Novela


A construção do Museu de Ciência e Tecnologia de Brasília foi anunciada em 2006. De lá para cá, o projeto arquitetônico teve de passar por mudanças. A área do prédio, prevista para alcançar 35 mil metros quadrados, foi reduzida a 20 mil metros quadrados. “Nós tivemos que redimensionar vários aspectos. Não queremos criar um problema, e sim uma solução. Precisamos pensar na sustentabilidade futura do museu”, explica o professor Cássio Laranjeiras.


O decano de Administração, Pedro Murrieta, lembra que a emenda parlamentar, sozinha, não significa nada. O dinheiro só sai se houver determinação do Ministério do Planejamento. “Além disso, a construção do prédio é um detalhe. O problema é a manutenção desse museu, que será muito cara”, afirma. 


Como ainda depende das emendas parlamentares para sair do papel, o museu realiza atividades de divulgação científica através de pequenos projetos – entre eles, o planetário inflável e a experimentoteca. “Não fechamos a estimativa de quanto custará a manutenção do museu. Mas precisamos de parcerias com o governo federal e do DF”, ressalta Laranjeiras.


O prédio – previsto para ser construído ao lado do Instituto de Ciências Biológicas, no campus do Plano Piloto – deveria abrigar exposições interativas que ajudarão a comunidade a desvendar a ciência “escondida” no cotidiano.

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