A partir de agora, motoristas de ônibus do transporte coletivo deverão parar, após as 22h, mesmo fora dos pontos estipulados em itinerário, para o desembarque de mulheres. O decreto com a determinação foi publicado ontem no Diário Oficial do Distrito Federal.
A publicação prevê que não é necessário qualquer tipo de sinalização ou cabine para que os motoristas atendam ao chamado de desembarque, desde que haja espaço para estacionar o transporte público sem prejudicar o fluxo de veículos.
A medida deve agradar o público feminino, já que muitas mulheres podem parar mais perto de suas casas e evitar lugares sombrios e escuros.
Segurança
A determinação faz parte de uma série de ações por parte do governo que visa dar maior segurança ao público feminino. Em virtude dos assédios que ultimamente têm acontecido nos meios de transporte público, o GDF chegou a lançar uma campanha contra o abuso em ônibus e metrôs, além de disponibilizar os vagões rosas, de uso especial das mulheres, e instituir o Grupo Especial de Monitoramento Operacional (GMOP), formado por servidores de carreira do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans).
“O pedido partiu da secretaria e teve a anuência do governador Agnelo, que pediu a alteração no decreto. Faz parte de um pacote de medidas anunciadas para garantir mais segurança das nossas mulheres”, disse a secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia Ferreira.
Notificação
A secretária explicou que as paradas não devem ser feitas de forma abrupta e muito menos interferir no itinerário do transporte público. “Os ônibus não irão sofrer alterações, mas a partir do momento em que a mulher pedir, após as 22 horas, que o motorista pare em certo ponto, ele deve atender. Isso vai reduzir o tempo de espera e elas ficarão menos expostas a ações que possam gerar violência”, completou.
O DFTrans informou que vai notificar as empresas que prestam serviço no transporte público para o cumprimento do decreto.