Vinícius Borba
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Uma comerciante de 52 anos, que preferiu não ser identificada, foi vítima de sequestro relâmpago em Taguatinga Norte, em plena luz do dia. O crime, habitualmente registrado em horários noturnos, desta vez ocorreu às 14h de ontem, quando a mulher saía da garagem do próprio prédio, na CNB 6, próximo à Praça do DI.
Para o marido da vítima, que também preferiu não se identificar, o problema na região é sério. “A Praça do DI tem até postinho de polícia, mas não adianta, é consumo de droga constante e muitos problemas. Até nosso filho já sofreu sequestro no local”, disse.
Com a redução do policiamento da Polícia Militar nas ruas pela operação tartaruga os bandidos parecem estar cada vez mais ousados. Na quinta-feira um homem também sofreu sequestro relâmpago, e só na Semana Santa foram 13 casos. Desta vez, a vítima foi abandonada em uma estrada erma na região do Incra, próximo a Brazlândia, cerca de uma hora depois do crime.
Ao chegar à 17ª DP (Taguatinga Norte) para registrar o crime, a vítima contou à reportagem detalhes do momento da abordagem: “Eu estava saindo de casa, havia tirado o carro da garagem e quando já estava saindo para a pista de fora fui abordada pelos rapazes”, disse a senhora, de 52 anos.
Ela foi rendida por um adolescente de 15 anos e outro jovem, de 18, que utilizou um revólver para fazê-la refém. Um deles entrou no banco de trás com a arma apontada para a vítima e o segundo ficou no banco do passageiro. Segundo a vítima, os garotos teriam mantido a calma durante a maior parte do percurso. “Eles pareciam muito seguros e eu procurei conversar com eles com toda a tranquilidade para evitar qualquer problema. Atendi a todos os pedidos”, disse a vítima.
O momento de maior apreensão foi quando eles decidiram abandoná-la numa estrada a caminho de Brazlândia. “Quando desci e desliguei o veículo saindo, o carro travou, pois tem um sistema automático que corta o combustível. Eles ficaram muito nervosos e o rapaz armado me ameaçou de morte pra voltar ao veículo e religar o carro. Atendi ao pedido, liguei e ensinei onde destravava“, contou.