Bruna Sensêve
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“Não adianta boa vontade e amor se houver medo”. A frase, dita por Raimunda Lima Diano, 57 anos, introduz uma história de coragem, fibra e vocação. Hoje, instalada em Novo Gama (GO), ela cria 27 crianças, mas ao longo de 38 anos, esse número está próximo de duas centenas de vidas modificadas por sua devoção.
A história de Dona Diana, como é conhecida a artesã, começa em um orfanato de freiras, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Após uma tempestade, a balsa em que seu pai trabalhava virou e, aos oito anos, ela ficou órfã. Foi levada aos cuidados das religiosas. Lá, aprendeu a se defender dos meninos que pulavam os muros do orfanato, a buscar comida e, principalmente a dividir o que tinha e cuidar das outras meninas que não conseguiam se proteger sozinhas. “Acredito que tudo que passei na infância foi uma preparação para fazer o que faço hoje.”
Apesar da infância e adolescência no sudeste brasileiro, foi na capital federal que sua história começou a tomar caminhos diferentes. Com duas filhas, marido alcoólatra e sérias dificuldades financeiras, separou-se, vendeu o carro e a casa, alugou um imóvel e conseguiu emprego como cozinheira no Lar dos Velhinhos Maria Madalena, no Núcleo Bandeirante. Já nos primeiros meses de trabalho, foi muito perceptível seu alto grau de instrução e a vontade de ajudar maior do que os limites de suas tarefas diárias. Foi promovida a coordenadora do local.
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