Luís Augusto Gomes
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Uma consultora de vendas, de 26 anos, foi vítima de roubo com restrição de liberdade, o chamado sequestro relâmpago, quando chegava em casa. Ela dirigia um Corolla prata. O crime ocorreu na QE 6, no Guará.
A mulher contou ter parado o carro quando foi abordada por um homem armado. O delinquente obrigou-a a ir para o banco de trás. Por cerca de duas horas, o bandido fez diversos percursos. Depois, a abandonou em uma estrada de terra próxima à Feira do Guará. Ele chegou a confessar à vítima que levaria o carro porque tinha matado uma pessoa e precisava fugir. Além do Corolla, levou R$ 1,2 mil e o celular da mulher.
Violência
O delegado-chefe da 4ª DP (Guará), Jeferson Lisboa, responsável pelo caso, informou que a investigação será intensificada.
Dados da Secretaria de Segurança Pública revelam que na maioria dos casos, a intenção do suspeito é levar apenas o carro. A análise criminológica indica que metade dos casos ocorre entre 18h e 24h. Em 40% deles, a abordagem é feita em locais públicos, como estacionamentos de comércio, shoppings, boates e escolas.
Sexta-feira é o dia que apresenta maior incidência, com 22,7% dos casos. Os números correspondem aos registros ocorridos de 1º de janeiro a 17 de dezembro último, quando foram registrados 680 casos contra 657 em todo o ano de 2011, uma elevação de 3,5%.
No entanto, os números estão em queda. Nos primeiros 17 dias de dezembro, foram 22 crimes contra 49 no mesmo período do ano anterior.