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Brasília

Mulher é presa após roubar dois recém-nascidos em Brazlândia

Arquivo Geral

21/09/2012 7h40

Lucas Dutra
lucas.lavoyer@jornaldebrasilia.com.br

Dez anos após a solução do caso Pedrinho – roubado no Hospital Santa Lúcia horas depois do nascimento –, uma situação similar quase ocorreu no Hospital Regional de Brazlândia (HRB). Com um crachá da Secretaria de Saúde pendurado no pescoço e uma desculpa para permanecer na maternidade da unidade, a agente comunitária de saúde do Centro Rural de Ceilândia L.M.S., 28 anos, tentou subtrair dois recém-nascidos para apresentá-los à família como seus filhos. No entanto, o choro de uma das crianças alertou uma visitante e  funcionários do hospital que conseguiram impedir a fuga, em final bem mais feliz do que o de Pedrinho.

Por volta das 8h, L.M.S. chegou à unidade de saúde, apresentou  identificação legítima da secretaria e informou aos funcionários do local que faria uma visita para conhecer as instalações do hospital, com finalidade de fazer uma pesquisa.

Pouco depois das 16h, a agente comunitária aproveitou a ausência de pessoas na maternidade, colocou um casal de recém-nascidos em uma bolsa feminina azul e tentou sair às pressas. A menina nasceu ontem, às 12h, apenas quatro horas antes da tentativa de sequestro. O menino, no último dia 17. Ambos passam bem.

Suspeitas
Porém, a fuga foi interrompida a partir das suspeitas de Maria Francinete Barreira, funcionária do Hospital de Base do DF, que visitava o neto na unidade de Brazlândia e escutou o choro vindo da bolsa carregada por L.M.S.. Sem pensar duas vezes, informou a funcionários responsáveis pela limpeza, que, posteriormente, acionaram a equipe de seguranças da unidade. “A bolsa começou a mexer e o bebê chorou. Perguntei para onde ela estava indo e ela apressou o passo.

Então me toquei: ‘meu Deus, as crianças’, e chamei o pessoal da limpeza”, comentou Francinete. Contida pouco antes de chegar em seu automóvel, L.M.S. foi encaminhada à 18ª Delegacia de Polícia.

Segundo o coordenador-geral de Saúde do Hospital de Brazlândia, Paulo Lisbão, a acusada circulou principalmente pela  maternidade, com supervisão da enfermeira chefe da área em alguns momentos. “Temos o cuidado de sempre permitir entrada só de funcionários, mas essa pessoa possuia um crachá semelhante ao da Secretaria de Saúde”, comentou.

Além da exigência de identificação, a unidade dispõe de cerca de 30 câmeras de segurança, inclusive no corredor que dá acesso à maternidade. As mães preferiram não se pronunciar sobre o assunto.

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