Menu
Brasília

Mulher é acusada de espancar filho de 7 meses

Arquivo Geral

06/05/2009 0h00

Para os vizinhos, sickness um caso de saúde. Mas, symptoms para a polícia, drug um caso a ser definido pela Justiça. Assim está sendo vista a situação da estudante Ester Ribeiro Queiroz, 23 anos, uma surda-muda que faz tratamento psiquiátrico. Ela foi indiciada pela polícia, sob a acusação de tentativa de assassinato contra o próprio filho, uma criança de sete meses.

Ester foi presa em flagrante, sexta-feira passada, na casa onde mora com a mãe e o bebê de
8,4 quilos, na Quadra 6, em Sobradinho. Segundo a polícia, a avó da criança, a aposentada
Maria Ribeiro Queiroz, 50 anos, disse que a filha teve uma crise de depressão pós-parto, entrou
em desespero e agrediu o filho.

De acordo com Maria, ela estava tomando banho e deixou Ester e o neto deitados no sofá,
na sala, assistindo um programa na televisão. Quando acabou o programa, não encontrou a filha e a criança. Abriu a porta e os viu, do lado de fora, na área verde. A agressão teria ocorrido nesse momento, quando Ester bateu a cabeça do bebê no chão porque ele chorava muito.

A criança foi levada para o Hospital Regional de Sobradinho, mas, de acordo com a ocorrência, por falta de aparelho de tomografia, precisou ser transferida para o Hospital de Base (HBDF), onde permanece internada em observação.

l Laudo 
A Assessoria de Comunicação do hospital informou que o menino está no pronto-socorro,
sob os cuidados da pediatria e acompanhado por representantes do Conselho Tutelar de Sobradinho e de assistentes sociais do HBDF. Ele foi submetido a raio X do tórax e da cabeça.
Não tem indicação de cirurgia e nem de alta médica. Também fez exame de sangue.

A polícia aguarda o laudo de exames do Instituto Médico-Legal (IML), que apontará as lesões
sofridas pela criança. No entanto, como a avó do bebê declarou ter gritado com Ester
para parar de bater no filho e que não adiantou, a polícia resolveu indiciar a mãe por tentativa de homicídio. “Suspeito que a mãe tenha algum problema ou ainda sejam sequelas da gravidez, mas só um médico poderá constatar o estado de saúde da acusada”, disse o delegado-chefe da 3º DP (Sobradinho), Alberto Passos.

Maria contou ao Jornal de Brasília que a filha deixou o menino cair porque está muito
magra por causa da medicação que usa para o tratamento. A avó negou que a mãe tenha agredido o bebê, como disse em depoimento à polícia. Ela mostrou as receitas, os  medicamentos e os exames realizados pela filha. Ester foi ouvida pela polícia com a ajuda de um intérprete.

A aposentada disse que os problemas de saúde da filha se agravaram após o parto. O pai
do bebê desapareceu. Ela sempre foi contra o namoro, mas o rapaz sempre se mostrava compreensivo com a deficiência de Ester. “Muitas pessoas sugeriram que ela abortasse, mas os
médicos não deixaram”, conta.

A aposentada Maria José de Araújo, 67 anos, vizinha de Ester, lamentou o que chama de
falta de compreensão da polícia. Há20 anos, ela e outros vizinhos ajudam família. Ester sempre
teve dificuldades com os estudos e ainda cursa a 7ª série do Ensino Fundamental, mas nunca
causou problemas. 

A jovem não conheceu o pai. Maria José suspeita que o problema psiquiátrico pode ser consequência da falta de afeto paterno ou por ser abandonada pelo pai da criança. A aposentada acha que Ester está sofrendo no Presídio Feminino, onde está presa, pela falta da
medicação. “Ela precisa é de tratamento e não de prisão”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado