Da redação
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Equipes do Corpo de Bombeiros procuram, por volta de meia-noite desta quarta-feira (21), uma mulher de 53 anos que estaria soterrada após deslizamento de terras na chácara 119 da Colônia Agrícola Samambaia, onde ela morava com a família. Parentes de Antônia Maria Sampaio teriam sentido falta da mulher, que tem deficiência de audição e fala, depois que souberam do acidente.
O desmoronamento teria ocorrido por volta de 17h30, após uma forte chuva que caiu na região. Os bombeiros foram acionados por volta de 19h e o trabalho entrou pela madrugada. “Não vamos parar com o trabalho. Já pedimos reforço e vamos vistoriar também no córrego e na barragem”, disse o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Rogério Ribeiro Alvarenga.
Segundo os familiares era rotina de Antônia visitar o local para cuidar de uma plantação de bananas que o pai tinha na chácara. A família toda mora na mesma chácara em 14 casas. Dentro da propriedade existe uma pequena barragem e nos fundos passa o Córrego Samambaia.
Onze viaturas do Corpo de Bombeiros com 44 homens atuavam no local na noite de ontem. Dois cães farejadores e quatro mergulhadores dos bombeiros também ajudavam no trabalho. O helicóptero dos bombeiros foi acionado para o trabalho no local e nas proximidades. A Defesa Civil foi para o local inspecionar a região e verificar se havia perigo de a terra ceder e causar mais prejuízos.
Segundo os bombeiros, com o desmoronamento, um buraco de 5 metros teria sido aberto nos fundos do terreno. No início do trabalho, os cães teriam apontado um local específico e as buscas estavam concentradas nessa área. “O nosso maior problema é a instabilidade do solo e a falta de iluminação. Se não encontrarmos o corpo embaixo da terra existe ainda a possibilidade de estar no córrego ou na barragem por isso pedimos o apoio dos mergulhadores”, afirmou Alvarenga.
“Estamos muito preocupados, mas confiantes em uma boa notícia. Minha irmã descia todos os dias para o bananal e por isso acreditamos que, infelizmente, ela estava no local no momento do acidente. Também estamos receosos em relação a reação dos nossos pais. Eles são muito idosos e ainda não contamos para preservá-los, mas acho que já estão percebendo tudo”, contou Hosana Maria , 32 anos, irmã de Antônia.