Júlia Carneiro
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Mais de 150 pessoas compareceram à audiência pública para debater mudanças no trânsito das avenidas Comercial e Samdu para mão única em Taguatinga. Representantes do GDF, empresários do setor e a própria população se reuniram ontem à noite no salão do Lions Club.
A ideia do projeto, segundo o governo, é melhorar o tráfego, valorizar o comércio local e dar fluidez ao trânsito para receber o novo centro administrativo com maior infraestrutura. “Convivemos com esse problema na nossa cidade há mais de 30 anos. E é debatendo com a comunidade que acharemos uma solução. Já temos os recursos para as obras, agora precisamos agir”, afirma o administrador regional de Taguatinga, Carlos Jales.
Insatisfeitos
O contador Vernon Filho Rodrigues, 23 anos foi ao encontro, na companhia do pai, para entender melhor a proposta e decidir como se posicionará. “Nós moramos em Taguatinga e temos que passar pela Comercial todos os dias. Realmente o trânsito precisa melhorar, mas não sei se essa é a solução”, pontua Vernon Filho.
Já Rosa Cristina, técnica em secretariado de 47 anos, foi ao local para reivindicar a discussão de todos os problemas enfrentados pela vizinhança que, segundo ela, são ignorados. “A gente faz abaixo-assinado, o governo promete e não faz. Ao invés de investir em coisas simples que podem ser resolvidas imediatamente, eles aparecem com esses projetos”, reclamou Rosa.
Como funciona
Para a mão única funcionar nas duas avenidas, a circulação precisa ser em sentido horário, utilizando as quadras residenciais para retorno, conforme explica o diretor de Engenharia de Trânsito do Detran-DF, Jose Lima Simões.
O projeto prevê a construção de anel viário entre as duas avenidas, com apenas um sentido, além da criação de três mil vagas de estacionamento, faixa exclusiva para ônibus e ciclovias.
Outra audiência pública será realizada na segunda quinzena de março para decisão definitiva sobre o projeto.