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Brasília

MPDFT descarta homicídio doloso em morte de menino eletrocutado em trailer no DF

Promotoria divergiu de inquérito policial e apontou falta de provas de que comerciante assumiu o risco de matar garoto de 12 anos no Itapoã.

Redação Jornal de Brasília

07/09/2026 13h17

eric crianca 12 anos

Foto: Reprodução / Redes sociais

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) descartou acusar por homicídio doloso o proprietário do trailer onde um menino de 12 anos morreu eletrocutado, em julho, no Itapoã.

A manifestação do promotor Daniel Bernoulli divergiu do inquérito da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá, que havia indiciado o comerciante por dolo eventual ao concluir que o episódio não se tratou de acidente. O órgão ministerial avaliou que não há provas de intenção de matar ou de que o investigado assumiu esse risco.

No entendimento da promotoria, o episódio pode envolver negligência, imperícia ou até fraude processual. Com base nessa análise, o MPDFT solicitou a transferência do processo para a Vara Criminal do Itapoã, medida que foi acolhida pela Justiça.

Erick Sousa morreu em 24 de julho na quadra 10 do condomínio Del Lago, após encostar no veículo ao buscar uma bola. Exames periciais confirmaram a morte por descarga elétrica e identificaram falhas na fiação, como uma tomada defeituosa com fuga de corrente que energizava a carcaça de metal.

A defesa dos parentes da vítima contestou o posicionamento e sustenta que o responsável pelo comércio já conhecia os defeitos no local. O advogado Leonardo Azevedo afirmou que continuará buscando a responsabilização do proprietário e criticou a mudança de jurisdição: “A defesa tem ferramentas muito escassas nessa fase”.

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