Carlos Carone
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Um grupo de mulheres e seus filhos, todos ameaçados de morte após sofrerem violência doméstica e outros abusos, está se sentindo encarcerado, após ser transferido da Casa Abrigo para instalações inadequadas, onde pode correr riscos. Supostas falhas na transferência tornaram-se alvo de uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
O Núcleo de Gênero Pró-Mulher, que corresponde a uma promotoria, estuda a abertura de uma ação civil pública para forçar a transferência das vítimas para um local mais seguro. A promotora do Pró-Mulher, Danielle Martins, começou a apurar as circunstâncias que envolveram a transferência das mulheres e seus filhos. “Caso tenham ocorrido, as falhas serão identificadas e as providências cabíveis serão tomadas”, afirmou, por meio da Assessoria de Imprensa do MPDFT.
A reportagem do Jornal de Brasília recebeu denúncias de parentes das mulheres que fazem parte do programa. Uma delas chegou a dizer que o medo havia tomado conta de todos, inclusive de servidores que atuam no local, que julgaram temerária a transferência para uma área que não inspira a segurança necessária. “Como não podemos fazer contatos a hora que desejamos, pois o programa tem muitas regras, ficamos sem saber como está a adaptação da minha parente. A verdade é que estamos com medo de que algo possa acontecer”, afirmou a denunciante.
Organizações não-governamentais também se mobilizaram para tentar evitar que as vítimas continuem onde estão, mesmo que seja pelo período de até dois meses estipulados pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus) para transferir as vítimas para um local mais seguro. A ONG Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea) fez novas denúncias, ontem à tarde.
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