Raphaella Sconetto
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O Ministério Público do DF e Territórios pediu ontem a instauração de inquérito policial para investigar a morte de peixes no Rio Paranoá. Desde sábado (1), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) investiga a situação no rio, que fica próximo ao Núcleo Rural do Boqueirão.
A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente solicitou investigação à Delegacia do Meio Ambiente e expediu ofícios para Caesb, Ibram e Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) solicitando relatórios.
A causa ainda é desconhecida pelos órgãos oficiais, mas para os moradores não tem o que duvidar. “Dizem que o esgoto que cai é tratado, mas olhando no rio você consegue ver a diferença na cor da água da nascente e a que mistura com o esgoto”, critica Jazon Dias Pereira, 54 anos.
A Estação de Tratamento de Esgoto da Caesb fica a quase 2 km do rio, mas uma tubulação despeja no local o líquido que é tratado.
Como uma rápida solução ao problema, a Adasa autorizou que a Companhia Energética de Brasília (CEB) liberasse a água da barragem do Paranoá, que fica logo acima do rio. As comportas foram abertas, em nível mínimo, no sábado (1) e na segunda-feira (3) e devem ficar abertas enquanto as investigações são feitas.
Versão oficial
Fiscais do Ibram foram até o rio e visitaram também a Estação de Tratamento da Caesb, mas a responsável não estava no local. Por isso, enquanto aguardam, os fiscais estudam a licença ambiental para retornar na estação. O órgão garante que voltará ainda nesta semana.
Em nota, a Adasa informou que será mantido o monitoramento diário e serão realizadas verificações no local, para garantir a qualidade da água do Rio Paranoá.
Já a Caesb alegou que a mortandade de peixes não tem vínculo com os serviços executados pela companhia. Além disso, a estação de tratamento que fica próxima ao Rio está funcionando normalmente. Disse ainda que o tratamento de esgotos em todo o DF é de excelente nível.