Da Redação
redação@jornaldebrasilia.com.br
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu, ontem, a internação provisória de seis adolescentes responsáveis pela agressão de dois colegas, estudantes do Centro de Ensino Fundamental Caseb, na Asa Sul. Outros três também foram citados no processo por injúria, porém não tiveram pedido de internação. O parecer favorável à perda de liberdade dos jovens foi encaminhado pelo promotor Márcio Costa de Almeida, acompanhando a solicitação inicial do Procedimento de Apuração de Ato Infracional, protocolado pelo delegado-adjunto Yuri Fernandes, na última sexta-feira.
Hoje, é possível que a decisão sobre a internação provisória seja proferida pelo juiz da Vara da Infância e Adolescência. Se sair hoje, ocorrerá no dia em que o Estatuto da Criança e do Adolescente, publicado em 13 de julho de 1990, completa 20 anos.
O pedido de internação é uma medida dura, segundo o promotor Márcio Almeida, pois os casos estão aumentando. “O problema é a gravidade. Agressões nas escolas estão aumentando e esta é uma forma de alertar os adolescentes que, caso se repita, eles podem sofrer as consequências, até com a perda de liberdade”, disse o promotor.
A mãe do adolescente de 15 anos que foi agredido e continua no hospital sob efeito de remédio e com coágulo no cérebro, pede medida de reclusão. “Quero que eles sejam presos para aprender a não fazer maldade com os outros. Vocês não podem entrar lá para ver meu filho, mas o sofrimento dele é muito grande”, disse Ana Lúcia Lessa.
Leia mais na edição desta terça-feira (13) do Jornal de Brasília.