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Brasília

MP manda suspender parceria com responsável pela fabricação de cadeira de rodas

Arquivo Geral

15/07/2010 8h06

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Portadores de necessidades especiais que recorrem ao Programa de Órteses e Próteses Ambulatoriais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal voltam a enfrentar um problema antigo, que parecia solucionado: a fila de espera. Desde novembro de 2009, quando terminou o contrato do GDF com o Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência no Brasil (Icep Brasil), antigo responsável pela fabricação e manutenção das cadeiras de rodas, a demanda deixou de ser atendida.

 

O cadeirante Lucimar Malaquias é presidente da Comissão Jovem Gente como a Gente, entidade sem fins lucrativos localizada em Planaltina (DF), e responsável por entregar os formulários de pedido da sua comunidade no posto de atendimento do programa, na estação do Metrô da 114 Sul. “Há pelo menos seis meses o programa não entrega nada. O atendimento melhorou muito nos últimos três anos, mas voltou a ficar ruim desde o fim de 2009”, reclama.

 

Criado em 1994, o Programa de Órteses e Próteses entrega à população carente do DF e do Entorno aparelhos auditivos, óculos, próteses mamárias, próteses para substituir membros inferiores e superiores, além de bengalas, muletas, coletes para coluna, andadores, calçados ortopédicos, malha compressiva e cadeira de rodas. Parte do material continua sendo distribuído normalmente, pois é produzido na Fábrica de Órteses e Próteses, mantida pelo programa.

 

De acordo com a coordenadora de Atendimento a Pessoas com Deficiência da Secretaria de Saúde, Sonia Regina Varela,  o contrato com o Icep Brasil não foi renovado por causa de uma determinação do Ministério Público, que impôs que a aquisição de próteses e órteses ocorra somente por licitação. “Em alguns casos, como das malhas compressivas utilizadas por queimados, não aparece sequer empresa interessada em participar. O valor de venda para o governo é muito baixo quando comparado ao preço do produto nas lojas”, constata a coordenadora.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (15) do Jornal de Brasília.

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