Da Redação
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O cercamento para obras de um muro nos arredores da Embaixada dos Estados Unidos tem causado transtornos e reclamações por parte de motoristas que passam pelo local. O problema se dá pela interdição parcial da via de acesso ao Setor de Administração Federal e à via L4. Os usuários se queixam pelo desvio que precisam fazer para seguir adiante no trajeto, já que a pista por onde deveriam passar virou canteiro de obras.
A via é nova e pouco conhecida. Em 2010, quando inaugurada, recebeu o nome de ASF 5. A construção se deu para reduzir os engarrafamentos na Esplanada dos Ministérios. A justificativa apresentada pela Embaixada dos Estados Unidos para a interdição parcial é que a obra faz parte de um projeto de expansão do setor consular.
Segundo a Assessoria de Comunicação da embaixada, a seção consular – responsável pelo serviço de entrevistas com solicitantes de visto – atende uma demanda considerada alta de solicitações e a ampliação é necessária para oferecer um bom atendimento aos interessados.
A Administração Regional de Brasília informou que a obra foi devidamente autorizada no governo passado, atendendo solicitação do Ministério das Relações Exteriores, na qual o pedido junto ao órgão veio do governo americano. A licença para continuidade das obras, que estão atrasadas, foi renovada pela gestão atual do GDF e prevê que continuem sob pagamento de taxa – R$ 0,48 por metro quadrado. A validade é até novembro. A administração afirma que há o compromisso de a embaixada concluir os trabalhos dentro do prazo autorizado.
Autorização
O Departamento de Trânsito (Detran) também informou que a interdição parcial é legal e foi previamente autorizada pelo órgão. Ainda segundo o Detran, o período concedido para o andamento é de três meses, podendo ser renovado por mais três, ou até quando durarem as obras. Porém, para que a renovação seja efetuada, é necessário que as determinações do órgão, tais como o padrão estabelecido, sejam cumpridas. A interdição da via AFS 5 ocorreu em 28 de outubro do ano passado. Porém, as obras já duram dois anos.