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Brasília

Motoristas do DF apostam na impunidade

Arquivo Geral

25/08/2010 10h08

Marina Marquez

marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

 

A ausência do cinto de segurança, o uso de celular ao dirigir e a mistura de direção e bebida alcoólica são hoje as principais preocupações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). Os três tipos de infração aumentaram muito em relação ao mesmo período do ano passado. O número de multas aplicadas, tanto por fiscais de trânsito como por equipamentos eletrônicos, também cresceu, de  3.394 para 3.942 infrações por dia.

 

Para o diretor de Segurança no Trânsito do Detran-DF, Silvain Fonseca, o recordista de multas este ano é um dos maiores causadores de mortes em acidentes de trânsito, quando não usado. “O cinto de segurança tem sido deixado de lado pelo brasiliense, principalmente nos fins de semana”, alerta. Em 2009, a média de pessoas multadas por não usar o cinto de segurança era de 92  por dia. Até o dia 20 de agosto deste ano, o número quase dobrou, chegando a 140 por dia. “O cinto de segurança precisa ser tratado como um equipamento que realmente evita lesões graves e mortes. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, 70% das pessoas que morrem nos veículos não usavam o cinto”, justifica. Segundo Fonseca, no caso do DF, o não uso do cinto normalmente está associado  a outros problemas, como o uso da bebida alcoólica e do aparelho celular. 

 

Dirigir e falar ao telefone é a segunda infração mais cometida no DF. Se comparado a 2009, o número de multas aplicadas pelo uso do celular ou fones de ouvido dirigindo subiu 41,25%, indo de uma média de 80 para 113 infrações diárias aplicadas por fiscais de trânsito. “É gravíssimo. A falta de atenção que o celular cria é tão perigosa quanto dirigir após ingestão de bebida alcoólica”, explica o diretor do Detran.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (25) do Jornal de Brasília.

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