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Brasília

Motorista morre após acidente na BR-020

Arquivo Geral

10/11/2012 10h48

Isa Stacciarini

isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Um grave acidente com um caminhão que transportava bananas para a Ceasa na BR-020, sentido Sobradinho/Plano Piloto,  ocasionou na morte de Valdir Alves da Cruz, 42 anos. O caminhoneiro seguia para a Central de Abastecimento quando perdeu o controle do veículo por volta das 8h deste sábado. O caminhão, ainda na pista da descida, chegou a bater em um ônibus, que empurrou outra carreta na pista. Ao atravessar para o sentido contrário, o caminhão arrastou um poste de iluminação no para-brisa por 800 metros e, antes de tombar, as cargas atingiram dois veículos de passeio.

 

O caminhão com placa de Brasília capotou somente após colidir na barreira de proteção da via do lado contrário. Após o acidente, que aconteceu sob chuva fina, foi constatado a gravidade do ocorrido. O veículo ficou destruído e a cabine do motorista chegou a se soltar do caminhão.  O Corpo de Bombeiros foi acionado, porém quando os agentes chegaram a vítima já estava sem vida. Com o impacto Valdir perdeu uma das pernas.

 

O Instituto Médico Legal (IML) só chegou para recolher o corpo da vítima por volta das 13h30. Devido ao estado do cadáver, o laudo da morte só deve ficar pronto em 45 dias, contudo a Polícia Civil suspeita de que o caminhoneiro estivesse trafegando em alta velocidade. O condutor do transporte coletivo sofreu escoriações leves e foi transferido para o Hospital de Base. 

 

O irmão da vítima Vanildo Alves da Cruz, 39 anos, reconheceu Valdir. Também caminhoneiro, Vanildo conta que as vias geralmente são mal sinalizadas, contudo reconhece que possivelmente o irmão estava em alta velocidade. “Ele deveria estar correndo e devido ao estado da pista não deu tempo de parar”, conta. 

 

Vanildo descarta a possibilidade de a vítima ter bebido ou dormido ao volante. “Ele parou em um local para dormir antes de seguir o resto da viagem para Brasília. Meu irmão não tinha vícios, ao bebia e nem fumava. Na nossa profissão corremos ricos 24 horas”, aponta.

 

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