Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br
Falha na sinalização ou imprudência ao dirigir são as suspeitas investigadas pela polícia para elucidar as causas do acidente que matou um motociclista no Eixinho Sul. L.R.T., 35 anos, bateu em um caminhão que fazia o trabalho de recapeamento asfáltico na altura da 113 Sul. A vítima, que pilotava uma NX4 Falcon, morreu na hora.
O caso foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia, da Asa Sul, que investiga o caso. O acidente aconteceu na noite de sábado, por volta das 22h. O delegado plantonista, Fábio Rodrigues, ressalta que ainda não há como saber se o motociclista estava alcoolizado ou trafegava em alta velocidade. Um laudo pericial será emitido para saber o motivo do acidente.
“Se ficar constatada uma possível culpa da empresa que realiza o recapeamento, serão tomadas providências em relação às circunstâncias”, aponta. “Por outro lado, se for culpa da própria vítima, em caso de imprudência, não tem o que fazer. Se for esse o motivo, ele mesmo se lesionou e ocasionou a própria morte”, acrescenta.
De acordo com a Secretaria de Obras, órgão que fiscaliza e contrata os trabalhos de recapeamento, a sinalização, bem como iluminação, estavam conforme as regras. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, novas informações serão prestadas após a conclusão do laudo pericial. O resultado está sendo aguardado pela secretaria para que possíveis providências sejam tomadas pelo órgão.
Enterro
O corpo de L.R.T. foi enterrado ontem, no Cemitério Campo da Esperança. Na despedida do amigo, os sogros da vítima, C.T., 72 anos, e M.T., 61 anos, destacaram que a esposa e a família o alertavam a respeito dos perigos da moto. M. conta que o genro estava voltando para casa após ter passado o dia com os amigos no Lago Paranoá. Lá, estava preparando a lancha para comemorar seu aniversário, que seria amanhã.
“A esposa dele chegou a ligar, dizendo que já estava tarde, e ele imediatamente voltou. Acreditamos que houve a perda do controle da motocicleta, pois ele não era um homem de comportamentos questionáveis. Não fumava e nem chegava alcoolizado em casa”, relata M.
Lembranças
O sogro C. ressalta que o esposo da filha era uma pessoa que sempre pensava em coisas positivas. Segundo o aposentado, a vítima passava uma imagem de homem honesto, sincero e dedicado à família. “Ele era um excelente filho, pai, marido e genro. Só lembramos de momentos bons”, emociona-se.
Um dos melhores amigos do motociclista, que preferiu não ser identificado, observa que a motocicleta da vítima não possui características para correr. Além disso, o amigo destaca que o percurso também não permitia uma alta velocidade.
“A hipótese mais clara é de que ele tenha perdido o controle da moto ou o reflexo do momento”, analisa. L.R.T. deixou uma filha de dois anos.