Júlia Carneiro
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A região central de Brasília ficou parada por quase uma hora devido a protestos dos motoboys contra as novas exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A manifestação interditou o início da W3 Norte, perto do Brasília Shopping por aproximadamente meia hora. O Eixo Monumental também foi interditado por 30 minutos.
Após ser adiada duas vezes, a lei que regulamenta a profissão dos motoboys está vigorando desde quarta-feira. As exigências de equipamento de segurança ou de capacitação começaram a ser cobradas.
Cursos
Para o Sindicato dos Motociclistas Profissionais do DF (Sindmoto), a profissão deve ser regulamentada e a lei colocada em prática, mas deve haver investimentos na categoria. “Não concordamos com os custos dos cursos, que é obrigatório e sai por R$ 300. Em outros locais custa R$ 140. Apesar de a lei ser de 2009, o curso só foi credenciado há sete meses”, reclamou Reivaldo Alves, presidente do Sindmoto.
De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) a lei regulamentadora 12.009 é norma federal e não cabe mais ao órgão adiar e modificar a data mais uma vez. “Infelizmente, o ocorrido hoje não vai mudar a lei. Não podemos fazer mais nada para a categoria nesse momento”, informou a assessoria do Denatran.
A partir desse momento, qualquer agente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) está amparado por lei para notificar os que estiverem irregulares. Apesar da determinação, o Departamento de Trânsito do DF (Detran) escolheu manter as blitze educacionais sem multas por enquanto. Uma reunião na segunda-feira decide como será feita a fiscalização daqueles que não se adequaram às regras.
Para os motoristas da capital, a manifestação não só atrapalhou o trânsito como foi desnecessária. “A regulamentação deve ser feita, mas não precisam parar o trânsito. A verdade é que o governo já deu tempo o suficiente para eles. Não sei do que estão reclamando”, disse Wellington Carlos, da Tesouraria no Brasília Shopping.