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Brasília

Motoboys fazem manifestação contra medida obrigatória para exercício da profissão

Arquivo Geral

01/02/2013 19h18

Colaborou a repórter Patrícia Fernandes

 

A partir de amanhã passa a vigorar a lei que determina uma série de medidas para que os motoboys possam exercer a profissão. Entre as exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), estão manutenção nas motos, idade mínima para o exercício da função, equipamentos de proteção individual personalizados e um curso preparatório ao custo médio de R$ 300. Para se adequar a lei, cada motoboy deve gastar em média R$ 1 mil. Tal medida não foi bem recebida pela categoria, que promoveu manifestações em frente ao Ministério do Trabalho e Palácio do Buriti, na tarde de hoje.

 

 

Mais de dois mil motoboys participaram da manifestação, que causou tumulto e prejudicou o trânsito na Esplanada dos Ministérios e Eixo Monumental, sentido via Estrutural, após os manifestantes partirem do MT para a frente do Palácio do Buriti.

 

  

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) é o órgão responsável pela fiscalização e em tom firme afirmou que não vai ceder a pressão, porque desde 2009 há um prazo em aberto para que as exigências fossem cumpridas. A categora, no entanto, alega o preço que irão gastar para cumprir as exigências, uma vez que o valor que eles devem desembolsar é superior ao piso salarial que hoje é  de R$ 900.

 

 

A multa para quem não cumprir as exigências é de  R$ 191,54 e 30 pontos na carteira.

 

 

O Denatran afirma que não vai voltar atrás na decisão. A categoria prometeu que vai continuar com as manifestações, até que uma solução seja tomada.

 

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