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Brasília

Motivos para celebrar o dia da mulher no Riacho Fundo II

Arquivo Geral

09/03/2015 7h40

O Dia Internacional da Mulher foi lembrado com diferentes ações em diversos pontos do Distrito Federal. Na Feira Permanente do Riacho Fundo II, o evento foi aberto a toda população e teve desde café da manhã até palestras, homenagens e sorteio de brindes. Quem esteve no local  assegura que a comemoração valeu a pena, principalmente  para lembrar e conscientizar as mulheres sobre seus direitos, que incluem o extermínio de qualquer tipo de violência doméstica. 

 “Esta data tem um sentido muito grande para nossa população. É um dia em que somos lembradas pela força e pela garra. E isso deve, sim, ser respeitado. Infelizmente, a violência doméstica ainda acontece em boa parte dos lares brasileiros e nós ainda temos medo de denunciar. Por isso, vir aqui e ouvir as pessoas falando sobre os nossos direitos é importante. Sem as mulheres,  este país não andaria para frente”, desabafou a artesã Dalva Alves,   66. 

 Para ela, o fato de o Brasil ter uma presidente mulher mostra que, além de mães e donas de casa, o sexo feminino pode chegar aos mais altos cargos. “Somos líderes. A mulher consegue ser tudo, sem perder o controle de nada”, afirmou. 

Em sua opinião, as mulheres já nascem com o dom de saber cuidar do próximo e de si mesma. “Eu, há 12 anos, cuido dos meus três filhos sozinha. Criei-os da melhor forma possível e prova disso é que estão, agora, andando com as próprias pernas”, disse.

Outra guerreira que participou da festa foi a feirante Mara Nascimento,  53 anos. Ela foi uma das homenageadas pela produção do evento, que deu a ela   violetas. “Há 18 anos que me viro aqui. Vendo lanches e alguns produtos de beleza”, contou. Também mãe solteira de três filhos, orgulha-se de contar que dá conta das tarefas do lar e do serviço na feira. “Meu ex-marido nos abandonou. Sumiu e nunca mais o vimos. Desde então, sou eu e Deus cuidando dos meus filhos”, relembrou.

Na opinião da feirante, porém, além dos direitos das mulheres serem respeitados, falta   que a própria mulher saiba impor limites. “Tem muita violência. E  um dos primeiros passos para que isso pare de acontecer é a própria mulher   se fazer respeitar. E não estou falando de ser submissa. É só saber colocar cada coisa no seu lugar”, afirmou. 

Entre os brindes entregues às mulheres, algumas receberam  um dia de transformação, com direito a maquiagem e tratamento capilar. Uma das sortudas, Rosenilda Pereira, 36, fez alisamento.  “É muito bom, né? Vou sair daqui renovada”, brincou a monitora.

Saiba mais

A Prefeitura da SQN 111 também organizou uma série de eventos para comemorar o Dia Internacional da Mulher com todos os moradores da quadra. A partir das  9h, na Pracinha do Fuxico, houve atividades como café da manhã comunitário, palestras sobre qualidade de vida, tai chi com leque e  ginástica funcional e alongamento.

Cuidados a 70 “filhos”

 Durante as homenagens, a ONG Força Ativa da Mulher fez questão ainda de entregar flores para Ladylaura Caetano, de 36 anos. Pedagoga, ela é uma das idealizadoras do projeto Embalando Sonhos, que ajuda na recuperação crianças em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, hoje, são 70 menores atendidos pelo programa, que tem sede na Expansão de Samambaia.

  “Essas crianças moram com as famílias, mas boa parte delas não tem estrutura familiar e são expostas a vários tipos de risco dentro de casa”, explica Ladylaura. Por isso, para ela, a homenagem é um reconhecimento da sua tentativa de resgate de vidas. “As ações sempre acontecem no período noturno, três dias por semana. E, para mim, é gratificante fazer parte disso”, salientou a pedagoga, mãe de uma menina, Larissa, de 15 anos.

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