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Brasília

Mortes de bebês resgatam alerta no HRC

Arquivo Geral

16/07/2013 9h03

As mortes de dois bebês na UTI neonatal do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) neste fim de semana reacenderam sinal de alerta na unidade. A infecção pela bactéria Serratia, que infectou sete e matou três recém-nascidos em abril, não está descartada em pelo menos um dos casos. Além disso, outros dois recém-nascidos estão com o diagnóstico confirmado. Por isso, informou a Secretária de Saúde, estão em quartos isolados. 

 

“Estamos em alerta constante e todos os procedimentos foram revistos depois das mortes de abril. Contratamos mais técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, e todos os pontos vulneráveis foram corrigidos”, assegurou o secretário de Saúde, Rafael Barbosa. 

 

Momento de cautela

 

Os bebês que morreram eram prematuros, com menos de 60 dias de vida. No domingo a UTI chegou a ser fechada por precaução, sendo reaberta ontem, somente para casos extremos. “Tomamos a medida diante da possibilidade de um novo surto”, disse o secretário de saúde. Para ele, o momento é de cautela no HRC. Contudo, completou, casos como esses são comuns na unidade, já que trata-se da maior maternidade do Distrito Federal. 

 

“É impossível existir um ambiente hospitalar livre dessa bactéria. Todas as pessoas a carregam no organismo, pois elas habitam o sistema gastrointestinal. O problema é quando a Serratia vai para a corrente sanguínea”, destacou Barbosa.

 

O secretário de Saúde afirmou ainda que uma das mortes foi causada por infecção generalizada em decorrência da bactéria Klebsiella, também recorrente em bebês de baixo peso. 

 

Porém, sobre o outro recém-nascido que faleceu, o secretário salientou: “Estamos ainda aguardando o resultado da hemocultura. Só esse exame pode dizer qual foi o tipo de micro-organismo que o levou a óbito”. O resultado do exame deve ficar pronto em cinco dias. Os dois bebês tinham baixo peso e baixa imunidade.

 

Mães estão assustadas

 

Incerteza, insegurança e ansiedade foram os sentimentos que rodearam as mulheres que aguardavam para serem atendidas na maternidade do HRC. Gestantes prontas para ter o bebê foram orientadas pela própria médica a irem para outro hospital. 

 

Demora e medo

 

Sabrina Nascimento, 23 anos, levou a filha Mariana, de dois meses, ao hospital. Ela estava com febre e depois de cinco horas de espera foi atendida. O medo de levar os filhos ao hospital é constante. “Fui ter a Mariana exatamente na época do primeiro surto, em abril, e não tive coragem de tê-la aqui. A minha amiga perdeu o bebê naquele mês, foi confirmado que ele tinha pegado a bactéria no hospital”, lembra. 

 

A grávida Tuíra Barros estava pronta para dar à luz na tarde de ontem, mas pediu para o pai buscá-la e levá-la a outro hospital quando a própria médica explicou a situação do surto. “É claro que fiquei com medo. Vim com o encaminhamento do posto médico porque moro por aqui mesmo, mas agora eu estou indo para Samambaia e vou ter lá”, disse, assustada. 

 

A incerteza toma conta da Leide Nicaelis, 24 anos, que está pronta para ter o terceiro filho. Ela chegou ao hospital em trabalho de parto e esperava ser transferida para Taguatinga na hora de ter o bebê: “Espero que o próprio hospital se responsabilize de me levar, se não vou ter que ir de ônibus”.

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